Leica, P&B e livre de clichês

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Fotógrafo gaúcho se destaca fazendo autorais com sua Leica Rangefinder e em PB

A história do fotógrafo gaúcho Alessandro Ruaro é, no mínimo, inspiradora. Como poucos, ele tem o privilégio de – em plena era digital – só fotografar casamentos com sua Leica Rangefinder e com filmes P&B; além de manter um laboratório em casa, importar seus próprios filmes e contar com um especialista para revelar seus trabalhos, especialmente.

Mas não foi sempre assim. No início de sua carreira, há 16 anos, fotografou muitos casamentos em Caxias do Sul (RS), sua terra natal, passou pela fotografia de arquitetura, publicitária e chegou a montar estúdios em Caxias do Sul, Porto Alegre e em São Paulo. Não demorou muito para perceber que seu negócio era mesmo “solto” e bem longe dos clichês da fotografia de casamento.

Atento a um novo filão de mercado, há mais de oito anos, ingressou nos bancos de imagens. Foi aí que Ale, como é mais conhecido, viu sua rotina na fotografia mudar. “O banco de imagens é que me possibilita andar solto por aí, pois tenho contrato com excelentes empresas que se encarregam de comercializar minhas imagens”, explica ele, que contabiliza 20 mil fotos em bancos de imagem. Desde 2007, dedica-se a trabalhos pessoais e a fazer coisas que sempre sonhou para a profissão, entre elas, contar histórias, viajar e encontrar pessoas.

Quando decidiu largar os clichês, jurou nunca mais voltar à fotografia de casamentos. Partiu para um projeto de 60 dias na Amazônia, e quando voltou [no final de 2008], um fotógrafo que na época estava com apenas 17 anos e fotografava só casamentos, lhe fez uma proposta que, naquele momento, negou: “Vamos fazer um casamento juntos?”.

Um ano depois, o amigo ainda insistia na parceria e Ale cedeu, mas com muitas objeções. “Só fotografo se for com lente fixa, sem flash, não vou fazer mais de 100 fotos, não me pede para fazer nada. Me deixa trabalhar solto e, por favor, não coloco gravatas!”, relembra.

“Ele topou tudo e eu achei estranho. Fomos ao casamento e não nos enxergamos durante o trabalho”, continua. A experiência foi boa e os dois tocaram a parceria. O tempo passou e as exigências de Ale aumentaram. “Entre elas, eu dizia: ‘daqui pra frente não carrego mais que uma lente. Vou eleger a lente que quero usar neste dia e os noivos serão premiados por este olhar’”.

Chegou o dia em que decidiu também que não usaria mais câmera digital nos casamentos e que se a parceria fosse continuar, teria de ser usando a Leica Rangefinder e filme preto e branco. “Ele falou que o valor poderia impossibilitar, pois então seriam somados ao meu cachê, o filme, a revelação e o scanner. Além do que, em Caxias do Sul já não havia mais ninguém que revelava negativos PB”, conta. Os dois acabaram chegando a um acordo. Agora, Ale Ruaro confessa estar satisfeito, usando sua Leica e dando conta de seus trabalhos autorais, considerados verdadeiros Fine Arts. “Meu olhar muda, me sinto livre. Não sei explicar, mas eu preciso disso”, finaliza.

Seu primeiro contato com a fotografia foi em 1983, quando tinha sete anos de idade e foi para a Amazônia com seu pai. Com uma Instanmatic 77X e filme 126, fez suas primeiras fotos. Estudou desenho técnico, artístico, cartoon, teatro, artes plásticas, iluminação cênica, cinema, até que aos 20 anos de idade, em 1996, encontrou na fotografia a verdadeira vocação.

Texto:  Bia Oliveira
Fonte: http://www.photos.com.br/materias/ver/57914

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