Livros como obras de arte

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Abriu no Chiado, em Lisboa, uma livraria dedicada exclusivamente à fotografia.

Pedro Guimarães, fotógrafo e coleccionador de livros há cerca de dez anos, explica ao SOL porque abriu a XYZ e porque considera cada um dos títulos aqui à venda um objecto artístico.

Pode um livro ser ele próprio um objecto de arte? Um fim e não apenas um veículo para uma expressão artística? Pedro Guimarães acredita que sim e foi com essa convicção que abriu a recém-inaugurada livraria XYZ, na Rua de Oliveira ao Carmo, em Lisboa, dedicada exclusivamente à fotografia.

Passando os olhos pelas estantes de madeira do espaço, não há muitas pistas a identificar a temática da livraria. As capas são quase todas muito gráficas (só com o nome da obra e do autor a figurar sobre cores neutras) e contam-se pelos dedos das mãos as edições em que título e imagem remetem automaticamente para o imaginário dos livros de fotografia. Mas é esta ausência de padrão que acaba por dar esse cunho artístico aos volumes disponíveis na XYZ. “Na fotografia há cada vez mais o cuidado de atribuir ao objecto uma qualidade em termos de materiais – tanto ao nível do papel, como de técnicas de impressão – e de design. Ou seja, o próprio livro existe como um objecto de arte”, diz o livreiro, revelando que esta área editorial registrou um boom mundial considerável nos últimos anos e, actualmente, existe “como um movimento de guerrilha”. “Prova desse fenómeno é o aumento destes livros nas lojas de instituições ligadas à cultura, como a Culturgest ou a Gulbenkian”, acrescenta, mencionando que a ideia é ter na XYZ uma oferta que não se encontra, por exemplo, nas lojas Fnac.

Por isso, “há alguns livros de fotojornalismo”, mas na grande maioria são livros onde “há uma tentativa de fuga ao convencional, um retorno à banalidade, ao não-assunto”. “Há um desligar de tudo o que é arquétipo e é isso que torna a maior parte destes livros interessantes”.

Esta fuga para outras realidades também está expressa no nome e conceito da livraria, embora de forma menos óbvia. Segundo o fotógrafo, XYZ (as coordenadas cartesianas do espaço) apela ao imaginário do escritor argentino Jorge Luís Borges, nomeadamente no que diz respeito “às noções dele de tempo e espaço”. “Numa livraria entra-se num espaço físico, depois entra-se dentro dos livros, que são outros espaços, que nos levam para outros lugares como as bibliotecas infinitas”, diz Pedro, numa alusão a  Biblioteca de Babel.

Não é um projecto comercial

Coleccionador de livros há cerca de dez anos – os mesmos que contabiliza como fotógrafo profissional, já tendo publicado no New York Times, Monocle e National Geographic –, a ideia de abrir uma livraria surgiu há dois anos, quando Pedro Guimarães estava em Copenhaga. A viver na cidade com a namorada dinamarquesa, o projecto acabou por não se concretizar porque, alguns dias antes de assinar o contrato de arrendamento de uma loja, Pedro recebeu um convite para dar aulas de Fotografia no IADE – Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing. “Estava com muitas saudades de Portugal e resolvi convencer a Tilde [a namorada] a vir viver para Lisboa. Descobri que acabo por me identificar mais com a nossa cultura desorganizada e caótica do que com a nórdica, completamente racional e organizada”.

Como, à semelhança do que acontecia com Copenhaga, Lisboa também não tinha nenhuma livraria dedicada à fotografia, Pedro acabou por transportar a ideia para a capital portuguesa, afastando da sua mente pensamentos pessimistas sobre o actual panorama financeiro do país. “Uma pessoa perfeitamente sã a nível mental terá de reconhecer que isto é uma loucura. Mas o que tem de ser tem muita força e isto está programado em mim há bastante tempo”.

Apesar desse risco, Pedro e o sócio, o arquitecto e fotógrafo Tiago Casanova, também são os primeiros a assumir que não procuram tirar rendimento para viver daqui. “A XYZ não é um projecto comercial, apesar de haver dinheiro envolvido. É uma base de trabalho, um ponto de encontro. Aos fins-de-semana, por exemplo, vamos ter uma mesinha na rua para quem quiser sentar-se e ver um livro de fotografia. Não é preciso comprar”, diz Pedro, revelando intenções mais intemporais: “No fundo, no fundo, a livraria é uma desculpa para fazer uma editora”.

A primeira experiência nessa área aconteceu há três anos, quando Pedro terminou o mestrado em Photographic Studies, da Universidade de Westminster, em Londres, e apresentou o seu trabalho final de curso. “Fiz uma brincadeira com a cara da Rainha Isabel II e o mapa da Grande Londres. Sobrepus as duas imagens e delineei cem pontos ao longo dos contornos dessa cara, como se fosse aqueles jogos para crianças de unir pontos até se criar um desenho. Depois fui visitar esses pontos e tirei uma chapa, só uma, em grande formato, em cada um deles”, explica, revelando que o projecto resultou numa exposição e na impressão do seu catálogo, a revista Bluetown.

Impressa em Portugal, a Bluetown permitiu descobrir “excelentes gráficas de gestão familiar” no país, que possibilitam resultados editoriais satisfatórios. “Eles podem não ter o conhecimento artístico, mas têm os meios. Juntando o saber deles com os conhecimentos do fotógrafo é possível ter projectos editoriais bastante interessantes a um custo razoável”, garante, projectando assim o futuro da XYZ.

Fonte: http://goo.gl/rXjdz

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Sobre o autor

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