LUZ FLUORESCENTE?

em Equipamentos.

Mais comum durante o dia, à luz fluorescente é muito mais eficiente do que as lâmpadas de tungstênio, utilizando menos energia para produzir uma luz mais intensa

Ela funciona com uma passagem de uma carga elétrica através de um gás encapsulado em um tubo, cujo interior é revestido com fosforo, o qual reage com a carga e emite luz.

Devido à sua eficiência, as lâmpadas fluorescentes têm sido utilizadas em espaços industriais e comerciais há décadas, e agora também estão sendo inseridas em ambientes domésticos para reduzir o consumo de energia.

Embora seja positivo para o meio ambiente, isso é bastante lamentável para os fotógrafos, uma vez que a luz fluorescente nunca foi considerada cativante. Além de estarmos acostumados a associá-la espaços comerciais estéreis, esse tipo de luz também é muito artificial – de fato, ela teve que ser acomodada no espectro da temperatura de cor entre a luz solar do início da manhã/fim da tarde e a do meio da tarde.

Isso foi feito por conveniência; porém na verdade, a luz fluorescente não é contínua com a luz incandescente, ela é formada por diferentes picos em canais de azul e verde, com lacunas nos vermelhos. Sua mente é capaz de preencher essas lacunas muito bem, de tal forma que a cena iluminada por luz fluorescente é percebida normalmente; contudo, os sensores de imagem apresentam mais dificuldades.

Dito isso, as lâmpadas fluorescentes utilizadas nas residências atuais evoluíram muito desde os longos tubos utilizados em escolas, escritórios e outros monótonos espaços públicos. Há um cuidado especial para fazer o fósforo emitir uma luz mais quente que se aproxime mais do branco natural da luz do dia; além disso, seu mecanismo de alimentação é mais regular, prevenindo a oscilação, que provoca dor de cabeça, tão detestadas nas fluorescentes tradicionais.

Essas lâmpadas fluorescentes compactas (CFLs – Compact Fluorescent Lights) são assim chamadas, porque seu tubo é compacto em um formato espiral ou circular, tornando-as bem menores e compatíveis com luminárias tradicionais de tungstênio.

CORREÇÃO DE COR FLUORESCENTE

Como de costume, a primeira ferramenta para compensar os matizes verdes das lâmpadas fluorescentes comuns é a configuração predefinida de equilíbrio de branco correspondente da sua câmera (em geral, por volta de 4.000 k).

Porém, mesmo que você configure o equilíbrio de branco personalizado especificamente para determinada condição de iluminação fluorescente, as lacunas nesse tipo de luz podem, ainda assim, resultar em uma cena com sutis deficiências na precisão de cor, que serão perceptíveis pelo observador. Por sorte, os locais onde normalmente há esse tipo de luz são retratados com esses matizes verdes característicos – e o público já se acostumou a perceber a luz dessa maneira.

Por outro lado, as residências em que encontramos as lâmpadas fluorescentes compactas equilibradas de acordo com a luz do dia precisam de cuidado especial para evitar que sejam retratadas com uma luz impessoal e sem vida.

As câmeras digitais mais atuais geralmente vêm com uma configuração predefinida de equilíbrio de branco específica para essas lâmpadas, chamadas de fluorescente H, que é levemente mais quente, por volta de 4.500 K. No entanto, devido à qualidade imprevisível e inconsistente dessas lâmpadas (cuja cor pode mudar até mesmo em função da corrente da rede elétrica à qual está conectada) o mais seguro ainda é a configuração de um equilíbrio de branco personalizado com um cartão cinza e o uso de formato RAW, possibilitando maior margem de manobra para fazer ajustes finos na pós- produção.

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