Luz na cortina

em Artigos e Entrevistas, Dicas & Tutoriais, dicas de fotografia.

(11) 31072219, fotografia,  luz na cortina, humor, humanismo, vida soviética, Josef Stalin, Estados Unidos, União Soviética, mísseis nucleares, imagem icônica, tropas napoleônicas, instante único, Henri Cartier-Bresson, fotojornalistas, Praça Vermelha, fotógrafo, escritor, Alexander Rodchenko, aulas de fotografia sp, curso intensivo de fotografia sp, melhores escolas de fotografia do mundo, aulas de fotografia online, aula de fotografia,  focus fotografia,  escola de fotografia,  focus foto, fotografia, lola melnick, fotografia urbana dicas,  curso de fotografia, focus escola de fotografia,  curso de fotografia sp, vaga fotografo,  curso profissional de fotojornalismo, aulas de fotografia, vaga fotografo, escola de fotografia, curso técnico de fotografia em sp, curso profissionalizante de fotografia em sp, curso de fotografia em sp,   escola de fotografia focus,  cursos de fotografia,  como fotografar relâmpago, cursos de fotografia, fotografia de escola,  escola focus, focus, melhor escola de fotografia em São Paulo, melhor curso de fotografia em sp, focus, cursos profissionalizantes de fotografia em sp, escola focus de fotografia, melhor curso fotografia sp, melhores cursos de fotografia do Brasil, melhores escolas de fotografia do Brasil,  melhores cursos de fotografia sp,  curso fotografia em são paulo,  melhores cursos de fotografia a distancia, escolas fotografia sp, curso de photoshop, escola fotográfica, melhores escolas de fotografia em são paulo,  dicas de fotografia, curso de fotografia online,  curso fotografo profissional sp, curso fotografia de moda, curso vip de fotografia, curso de fotojornalismo, enio leite, curso de casamentos e eventos, fotografia cursos, livro enio leite, livraria Saraiva, curso fotografo pericial, concursos de fotografia, curso fotografia casamento, melhores cursos de fotografias sp, notícias sobre fotografia, concurso publico fotografia, melhor curso de fotografia sp, curso fotografia publicitaria, focusfoto.com.br, fotografia curso, fotografias, curso fotografia profissional, cursos de fotografias, curso foto, melhores cursos de fotografias em sp, curso técnico de fotografia sp, cursos técnicos de fotografia sp, cursos profissionalizantes de fotografia, Cursos de fotografia zona leste sp, cursos de fotografia zona sul sp, cursos de fotografia zona oeste sp, cursos de fotografia em santos, cursos de fotografia zona central sp, cursos de fotografia vila mariana sp, cursos de fotografia vila Madalena sp, escolas de fotografia profissional, cursos de fotografia ABC paulista, cursos de fotografia Grande ABC sp, cursos de fotografia centro sp,

O fotógrafo Vladimir Lagrange registrou com humor e humanismo a vida soviética a partir dos anos 1960

Era como se alcançassem a Praça Vermelha pela primeira vez. Em 1962, as jovens vestidas de branco pareciam correr em meio às pombas para celebrar a paz.

Ou, se todos fossem realistas, para honrar Nikita Kruchev. O líder soviético que decidira pôr em pratos limpos o horror promovido por seu antecessor, Josef Stalin, dera uma cartada de mestre rumo ao degelo nas relações entre Estados Unidos e União Soviética. Naquele mês de outubro, convencera secretamente os americanos a retirar os mísseis nucleares da Turquia em troca de arrancar os que ele próprio fincara em Cuba. O mundo deixaria de acabar em som e fúria por meio de uma explosão nuclear, como parecia certo antes dessa tratativa, e todos, a partir dali, dormiriam sua primeira noite de tranquilidade.

Um fotógrafo estava por perto para trazer à luz geral a imagem icônica da vitória. Era Vladimir Lagrange, o filho de um casal de pintores. Sua família, de origem francesa, chegara à Rússia com as tropas napoleônicas, no início do século XIX. De modo a repetir seus antecessores, e atento às novas expressões da arte, o jovem Lagrange admirara o instante único, aquele promovido por Henri Cartier-Bresson à profissão de fé dos fotojornalistas. A ponto de, aos 20 anos de idade, em 1959, ter decidido tornar-se um deles. Contratado a atuar na agência de notícias Tass e nas mais importantes publicações, entre elas a União Soviética, editada em 21 línguas e distribuída por 130 países, ele jamais vira a Praça Vermelha tão alegre como naqueles dias.

Desde todo o sempre, aquele fora o local predileto para a exibição do esmagador poderio militar de seu país. Invariavelmente, as imagens produzidas ali por tão bons fotógrafos russos (e ele admirara seus professores Vassily Egorov e Nikolai Kuleshov) mostravam a multidão sob comando triunfal. A exceção talvez tivesse sido a promovida pelo húngaro naturalizado americano Robert Capa em 1947. Ele viajara à URSS na companhia do escritor John Steinbeck para registrar o que o povo daquele lugar pensava do mundo, em um momento no qual talvez muitos supusessem não haver em circulação, por ali, pensamento algum. Como estrangeiro, o fotógrafo e o escritor haviam visto pouco além das vidas dedicadas a glorificar Stalin. Uma mulher a bocejar sob o sol na célebre praça, Capa não hesitou em exibir como um raro triunfo.

Lagrange, contudo, era diferente. Um russo, em primeiro lugar, a viver entre os seus, e a sofrer as restrições que o governo lhes impunha nos campos do comportamento, do pensamento e da arte. Que mantivesse dentro de si um contínuo estado de bom humor diante de qualquer fato parecia constituir uma particular revolução. E é esse sentimento em relação ao mundo o que salta ao observador de suas 65 fotos em preto e branco, presentes até 20 de setembro na exposição Assim Vivíamos, na Caixa Cultural de São Paulo, sob a curadoria de Luiz Gustavo Carvalho. O humor desfila pelas fotos do fim ao começo, como naquela de 1960, intitulada Interesse, em que dois meninos pequenos pesquisam o funcionamento de uma máquina de guloseimas prestes a surpreendê-los. “As obras refletem bem esse traço, muito evidente também em sua personalidade”, diz o curador, que decidiu na companhia do artista as fotos escolhidas para esta mostra, a partir de um vasto manancial de imagens. “Sempre perspicaz e às vezes beirando o sarcasmo, Lagrange consegue, entretanto, mostrar uma perene admiração pelo homem simples. Isso é refletido nas cenas cotidianas urbanas e rurais, assim como em sequências de guerra. O homem é sempre o âmago da atenção fotográfica.”

Sua arte cresceu durante o período em que as formas expressivas, no país, caminhavam adiante dos rigores stalinistas. Exceto por uma ocasião em que um editor censurou a foto na qual ele mostrava um minerador com a cara suja (a alegação editorial era a de que a imagem não correspondia ao homem soviético), Lagrange não teria sofrido qualquer impedimento de publicação, sempre conectado às mais ousadas posturas formais. Influenciado, como seus contemporâneos, pela vanguarda russa dos anos 1920 e pela visão dos construtivistas, ele se pôs a realizar o fotojornalismo, acolhido então com entusiasmo pelo governo do período. Mas iria sofisticá-lo.

A revista União Soviética, que procurava retratar a vida cotidiana dos habitantes, incentivava-o a viajar por todo o território, de Moscou à região de Kamchatka. Lagrange  pôde, desse modo, constatar com liberdade tanto o olhar perplexo de uma menina ao ler a lista das vítimas das repressões stalinistas de 1937 quanto a perigosa ação de um operário entre os fios de alta-tensão, sob a abóbada celeste. Boa parte de suas fotografias, produzidas por máquinas de todo tipo, das flex às portáteis, é feita a partir do chão. A câmera baixa parece projetar outra grandeza para os personagens da vida cotidiana. O sol ilumina permanentemente seus rostos, como aquele em Operário Pavel Kruglov, de 1963. Há muitas nuvens, a exemplo daquelas fortemente aguardadas pelos revolucionários fotógrafos de cinema russos, tanto quanto uma trabalhada textura da terra, em imagens como Tempo de Semear, de 1981, ou Ajudante, de 1979, na qual uma camponesa corre para entregar a marmita envolta em pano a quem a aguarda de braços abertos.

A geometria é uma constante obtida nos registros de maquinários e obras civis, como se a intenção fosse repetir não apenas as visões surpreendentemente sintéticas de Cartier-Bresson, mas também o lirismo sinuoso de um André Kertész ou as formas modernas, contrastadas, de Alexander Rodchenko. Lagrange difere, no entanto, de todos quando aproveita o branco da paisagem nevada ou dos ambientes internos, como aquele da escola infantil de balé, Jovens Bailarinas, de 1963, para destacar o movimento humano. Em A Velhinha, de 1961, o personagem sem idade está oculto em mistério. E na foto Agora Eles Estão no Poder, de 1987, um menino uniformizado, inserido em comemoração oficial, parece turvar a clareza durante a perestroika, a reestruturação política anunciada por Mikhail Gorbachev. É como se o fotojornalista perguntasse quanto haviam mudado todos, mesmo diante dos avanços prometidos.

“Tentei deixar os fatos políticos e acontecimentos históricos o mais longe possível das imagens, para que elas pudessem visualmente contar a vida de um país pouco conhecido do público brasileiro”, afirma o curador da exposição. O curioso é que o interesse por esta obra comece, para os do Ocidente, no instante em que o artista moscovita de 76 anos opera outra revolução. Depois de usar as câmeras analógicas para registrar apenas em preto e branco os momentos nos quais a vida humana pulsa, Lagrange passou à cor e hoje dedica todo o tempo à fotografia puramente artística, sem qualquer aspecto documental.

Fonte: http://bit.ly/1IVCoWs

Conheça os cursos da Focus: http://focusfoto.com.br/cursos/ 
Fale com a Focus: 
[email protected] 
Veja  Ultimas Noticias sobre Fotografia: 
http://focusfoto.com.br/blogs/ 

Seja fotografo regulamentado
Obtenha seu registro Mtb de fotografo profissional

Registro Profissional: Respeito & Cidadania
“Faça bem feito, faça Focus!”  Desde 1975  

Sobre o autor

ATENÇÃO: OS TEXTOS, MATÉRIAS TÉCNICAS, APRESENTADAS NESSE BLOG SÃO PESQUISADAS, SELECIONADAS E PRODUZIDAS PELOS ALUNOS, PROFESSORES E COLABORADORES DA FOCUS PARA USO MERAMENTE DIDÁTICO E COMPLEMENTAR ÁS AULAS DE FOTOGRAFIA NAS MODALIDADES DE CURSOS PRESENCIAIS OU A DISTÂNCIA EAD, MANTIDOS PELA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA, SEM QUALQUER OUTRO TIPO DE PROPÓSITO, RELEVÂNCIA OU CONOTAÇÃO. PARA MAIORES INFORMAÇÕES CONSULTE https://focusfoto.com.br A Focus é a única escola de fotografia no Brasil, que oferece ao aluno o direito de obter seu REGISTRO LEGALIZADO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL, emitido pelo Ministério do Trabalho, por meio de cursos com carga horária total de 350 horas, incluindo períodos de estágio, preparo e defesa de TCC OS CURSOS DA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA SÃO RECONHECIDOS PELA LEI N. 9.394, ARTIGO 44, INCISO 1 (LEI DE EDUCAÇÃO) O REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL é unificado, sendo o mesmo obtido pelas melhores Universidades Públicas do Estado de São Paulo. E você poderá obtê-lo EM QUALQUER MODALIDADE DE CURSOS DA FOCUS, presenciais ou a distância EAD em menos de 6 meses de curso. O aluno obterá seu REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL diretamente nas agências regionais do Ministério do Trabalho e Emprego. Este registro é fundamental para o exercício legal da profissão, constituição de seu próprio negócio, ingressos em concursos públicos e processos admissionários em empresas de fotografia, públicas ou particulares, bancos de imagens, agências de notícias, jornalismo e consularização de seu registro de fotógrafo, caso queira trabalhar em outros países ou Ongs. Internacionais, como "FOTÓGRAFOS SEM FRONTEIRAS" entre outras modalidades. SEJA FOTÓGRAFO DEVIDAMENTE REGULAMENTADO. QUALIDADE E EXCELÊNCIA EM EDUCAÇÃO FOTOGRÁFICA É NOSSO DIFERENCIAL HÁ MAIS DE QUATRO DÉCADAS. Os alunos recém-formados pela Focus competem em nível de igualdade com fotógrafos profissionais que estão no mercado há mais de 30 anos. Na FOCUS, o aluno entra no mercado de trabalho pela porta da frente! Os alunos, após formados, são encaminhados para o mercado de trabalho. Cursos 100% práticos, apostilados e com plantão de dúvidas. Faça bem feito, faça Focus! Há mais de 44 anos formando novos profissionais. AUTOR DO PROJETO e MEDIADOR DESSE BLOG: Prof. Dr. Enio Leite Alves, Professor Titular aposentado da Universidade de São Paulo, nascido em São Paulo, SP, 1953. PROF. DR. ENIO LEITE: Área de atuação: Fotografia educacional, fotografia autoral, fotojornalismo, moda, propaganda e publicidade. Pesquisador iconográfico. Sociólogo, jornalista, físico, fotoquímico, inventor e docente universitário. Fotografo de imprensa desde 1967, prestando serviços para os Diários Associados e professor do Sesc e do Curso de Artes Fotográficas Senac Dr. Vila Nova, São Paulo. Fotografo do Jornal da Tarde em 1972 -1973. Em 1975, funda a FOCUS – ESCOLA DE FOTOGRAFIA, primeira instituição de ensino técnico e tecnológico da AMÉRICA LATINA. No mesmo ano, suas fotos são premiadas na 13ª Bienal Internacional de São Paulo, quando a fotografia passa a reconhecida pela primeira vez como obra de valor artístico. Enio Leite, fundador do MOVIMENTO PHOTOUSP no início dos anos 70, com Raul Garcez e Sergio Burgi, entre outros, no centro acadêmico da Escola Politécnica, na Cidade Universitária, São Paulo-SP. Professor de fotografia publicitária da Escola Superior de Propaganda e Marketing, (ESPM), 1982 a 1984. Mestre em Ciências da Comunicação em 1990, pela Escola de Comunicação e Artes, USP. Doutor em História da Fotografia, Fotoquímica, Óptica fotográfica e Fotografia Publicitária Digital, em 1993, pela UNIZH, Suíça. No ano de 1997 obteve Livre Docência na Universitá Degli Studi di Roma Tre. Professor convidado pela Miami Dade University, Flórida, 1995. Pesquisador e escritor, publicou o primeiro livro didático em língua portuguesa sobre fotografia digital, Editora Viena, São Paulo, maio 2011, já na quarta edição e presente nas principais universidades brasileiras portuguesas. Colabora com artigos, ensaios, pesquisas e títulos sobre fotoquímica, radioquímica, técnica fotográfica, tecnologia digital da imagem, semiótica e filosofia da imagem para publicações especializadas nacionais e internacionais. (Fonte: Agência Estado - 12/03/2019)

Deixe seu comentário

  • (não será mostrado)