Martin Parr volta ao Brasil para evento de fotografia

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Pela sexta vez no país, o fotógrafo é um dos críticos mais sarcásticos da sociedade atual

Ao chegar à exposição “Small world”, do fotógrafo inglês Martin Parr, em Paris, em 1995, Henri-Cartier Bresson disse que ele parecia ter vindo de outro planeta. Talvez pela excentricidade — numa mistura de nerd com kitsch, sua aparência lembra mais a de um bibliotecário da Oxford College do que a de um fotógrafo globe-trotter —, talvez pela temática que optou clicar, praias lotadas, consumo exacerbado e shopping centers, no lugar de assuntos que mobilizavam a fotografia mundial na época, como guerras, massacres e a fome na África, a conclusão de Cartier Bresson parece ter se encaixado na imagem que Parr gosta de fazer de si mesmo.

Contido, um pouco rabugento e com um humor ácido que não poupa nem a família real britânica, Parr, de 59 anos, é membro do seleto clube da agência Magnum (fundada pelo próprio Cartier-Bresson). Como bom súdito da rainha, mantém em seu discurso uma fleuma irretocável, mas é um dos críticos mais contundentes e sarcásticos da sociedade atual. E é por sua relevante carreira como fotógrafo documental que Parr virá pela sexta vez ao Brasil, como convidado principal da 8 edição do Paraty em Foco, de 26 a 30 de setembro.

— O Brasil é um país emergente, que está se tornando cada vez mais importante economicamente, por isso é um lugar muito interessante de se estar -— diz Parr, que nasceu na cidade de Epsom.

“O Brasil daria um livro inteiro”

Desde que esteve no Brasil pela primeira vez, em 1994, até sua última visita, em 2010, quando participou de um congresso de fotógrafos em São Paulo, Parr diz ter notado um enriquecimento da população — o que ele diz imaginar ter aumentado ainda mais de 2010 para cá, com a ascensão da chamada classe C. Segundo ele, essa mudança é visível desde que clicou a Praia de Copacabana em 2007, para o ensaio “South American beaches”, e o status de poder que o Brasil ganha paulatinamente no mundo se reflete nas ruas. Apesar do atual momento do país cair como uma luva em sua temática de trabalho, o inglês é taxativo:

— Ou se fotografa isso direito ou não se faz nada. É um trabalho difícil esse tipo de registro. É preciso saber onde ir, os endereços certos, ter uma planilha. O Brasil é muito grande e daria um livro inteiro. Como não vou ter tempo de fazer isso desta vez, optei por não fazer nada. Estou indo dar uma palestra, circular, ver gente, não fotografar.

Outro objeto que parece perfeito para as lentes de Parr, a crise que assola a Europa, curiosamente também não faz parte dos planos:

— É muito difícil fotografar uma crise. Como captá-la visualmente? Se você for para a Europa, não vai ver uma crise óbvia. Os restaurantes estão lotados, as lojas estão cheias… Além disso, eu não sou fotojornalista. Não estou interessado em registrar mazelas da sociedade.

Metódico, Parr mantém uma agenda de compromissos com dois a três anos de antecedência. Quando chamado para participar do c como convidado de honra em 2010, respondeu que só dali a dois anos. No evento, que este ano tem como tema a fotografia documental e também contará com palestras do dinamarquês Peter Funch e do argentino Marcos López, Parr falará sobre ele mesmo — algo que diz, com enfado, fazer o tempo todo, no mundo inteiro.

Dotadas de uma estética muito particular, as fotografias de Parr fazem com que clubes, praias e praças pareçam anúncios de revista: a luz é saturada — conseguida com a ajuda do filme Fuji 400 Superior — e a composição, pensada. A diferença é que, no lugar de esbeltos modelos, a Nikon 60mm de Parr documenta com acidez a população como ela é, em seu lado mais prosaico, grotesco e cafona de ser.

— A linguagem publicitária que uso como referência tem um apelo muito grande — explica Parr. — Quero que minhas fotos sejam entretenimento também. Elas são críticas, claro, mas é importante que sejam divertidas para se ter um público. Há camadas de leitura nas minhas fotos. Eu não enfio a mensagem goela abaixo de ninguém.

Pertencente, desde 1994, à Magnum, Parr enfrentou preconceito ao entrar para o time de estrelas da fotografia mundial. Seu tema não era encarado com seriedade por profissionais da ala mais conservadora da agência, que arriscavam a vida em campos de batalha e guerras civis. Mas, no fim, ele obteve os 66,6% requiridos para entrar. Sua vida desde então é uma câmera numa mão e o passaporte na outra. Uma vida que parece ser dos sonhos, mas que ele comenta com um seco “It’s o.k.”.

— É muito bom fazer parte da Magnum, mas temos problemas como qualquer outra agência de fotos que tenta sobreviver nos dias atuais. Nossa estratégia é ter um pé na fotografia de arte, outro na editorial, outro no fotojornalismo… Somos muito flexíveis.

Hoje, Parr embarca para fotografar a vida em Rochester, no estado de Nova York (EUA), onde fica por duas semanas trabalhando num projeto com mais nove fotógrafos da Magnum, como Paolo Pellegrin, Alex Webb e Jim Goldberg.

Veja galeria de fotos: http://oglobo.globo.com/cultura/veja-fotos-do-ingles-martin-parr-4619128
Fonte: http://goo.gl/czDcm

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