MEDINDO O CORPO!

em História da Fotografia.

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Os estudos dos movimentos humanos e animais feitos por Eadweard Muybridge, no final do século XIX, podem ser considerados um ótimo exemplo de uma abordagem fotográfica sistematizada sobre esse tema

Os movimentos deanimais homens e mulheres envolvidos em atividades esportivas ou domésticas foram fotografados contra um fundo quadriculado por 36 câmeras (três séries de doze), permitindo a obtenção de vistas frontais e angulares simultâneas.

O fato de que homens e as
mulheres estivessem nus ou seminus dá a essas imagens, além da aparência de um
estudo científico objetivo, um aspecto voyeurístico.

Da análise visual de seres
humanos podem, claramente, surgir informações e conhecimentos de grande valor.

Os modelos de Muybridge são
“máquinas” humanas anônimas. Porém, apesar de serem de valioso e duradouro
interesse (pelo menos para artistas e designers), seus estudos nos dizem pouco
a respeito da condição ou da psicologia humana.

O que pode ser aprendido a partir
de uma análise visual comparativa de diferentes tipos de rostos e corpos? Como
é possível ler, medir e classificar os tipos de personalidade ou inteligência?

No século XIX, as “ciências” da
frenologia e da fisiognomia eram métodos populares para a leitura do caráter:
aquela defendia que a personalidade pudesse ser diretamente determinada pelo
cérebro, sendo portanto, legível de acordo com o formato do crânio; esta
trabalhava com a suposição de que a personalidade e o caráter estivessem
diretamente gravados nas características e expressões faciais de cada pessoa.

A revolucionária teoria da
evolução e hereditariedade de Charles Darwin (1809-1852) e o surgimento de
novos campos de estudo, como a antropologia, a criminologia e a psicologia,
contribuíram para uma rica fermentação de ideias e crenças sobre a natureza e o
comportamento humanos.

A aplicação da fotografia para
tais abordagens levou a teorias e suposições com consequências potencialmente
perigosas. Francis Galton (1822-1911), por exemplo, criou a “psicometria”
(medição psicológica), que, segundo ele, permitia a identificação visual de
“tipos” humanos.

O ruim, o louco, e o “outro”  

Galton sobrepôs fotografias
padronizadas de representantes de grupos específicos para formar retratos
“compostos”. Segundo Galton, ao apagarem a identidade individual, esses
retratos revelaram a representação visual de um “tipo” criminoso, por exemplo.

O sistema podia ser aplicado a
todas as classes sociais, culturais e grupos étnicos visando a produzir modelos
por meio dos quais os seres humanos pudessem ser classificados.

Os perigos decorrentes dessas
práticas são evidentes. Como o artista e acadêmico Michelle Henning esclarece:
“A frenologia e a fisiognomia foram ciências populares que, combinados com as
novas técnicas fotográficas, produziram uma nova visão, basicamente racista, da
sociedade”. Henning diz também que um sistema como esse foi adotado pelos
nazistas para segregar os tipos arianos, semitas e degenerados.

Aos olhos modernos, talvez a
demonstração mais clara  de uma visão
“racista” seja, por exemplo, o estudo antropológico que John Lamprey conduziu
na década de 1860 sobre os “nativos” malaios. Aquelas pessoas tiveram de posar
nuas, em vistas frontais e de perfil, contra um fundo quadriculado de medição,
de forma que se pudesse obter um tipo racial para estudo.

O pressuposto implícito é que um
corpo assim apresentado deve ser entendido em suas diferenças pelo espectador
branco ocidental – que jamais seria submetido a um olhar tão humilhante e
paternalista.

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