Mercado de livros de fotografia

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Os livros de arte no Brasil, incluindo os de fotografia, têm uma enorme dificuldade de ser um negócio autossustentável.

O custo de pesquisa, edição, produção gráfica, impressão e distribuição são incompatíveis com a potencialidade do consumo dos brasileiros, pelo alto custo da sofisticação do produto e a crueldade da cadeia produtiva.

Foi graças às leis de incentivo fiscal, como a Lei Rouanet, entre outras, que se viabilizaram no Brasil a impressão e a distribuição de belíssimos livros de fotografia, gerando trabalho para editores, artistas gráficos, fotógrafos, tradutores, revisores entre outros. Temos no Brasil grandes fotógrafos como Cristiano Mascaro, com registros da arquitetura das cidades, Araquém Alcântara, fotografando a natureza bela e selvagem, Tiago Santana, revelando o sertão nordestino e Maureen Bisilliat, retratando os mais diversos rostos e tipos brasileiros. Logo, é legítimo que as leis de incentivo permitam viabilizar projetos de tamanha importância histórica que visam perpetuar a memória da nossa cultura.

Quem já teve a oportunidade de folhear o livro “O Brasil de Marc Ferrez”, editado pelo Instituto Moreira Salles, sabe do que estou falando. As fotos do Rio de Janeiro e da Família Imperial permitem entender e reconstituir parte da história perdida. Publicar trabalhos dessa importância é também um gesto político que ajuda a combater a falta de planejamento quanto à preservação da memória do País. Os livros de fotos são registros fundamentais e por isso é importante que sejam incentivados, não ficando à mercê do mercado editorial simplesmente.

Na prática – Uma edição extremamente bem acabada, com capa dura e impressão especial custa em torno de 250 reais para o consumidor final. O mesmo livro incentivado, no entanto, custará cem reais, tendo parte de sua edição distribuída em bibliotecas e escolas públicas, aumentando assim o seu alcance.

Interessante ressaltar um mercado novo para nós brasileiros: os livros de fotografia para colecionadores. Em formato gigante, em torno de 500 páginas, capa dura, acabamento em luxo. São edições numeradas, de baixa tiragem (em torno de mil exemplares) e custam cerca de seis mil reais o exemplar. Existem apenas quatro editoras no mundo que fazem os chamados livros “collectors” e uma delas é a brasileira Toriba. Outro mercado que está alavancando a edição de livros é o de fine art, atual coqueluche das galerias. É como um portfólio de fotógrafos de renome.

Muitos livros são produções independentes de fotógrafos que entendem ser vital mostrar a sua obra nesse suporte. Por mais que as tecnologias avancem, a fotografia segue sendo um nicho onde a boa impressão em papel nunca substituirá um print tecnicamente bem realizado. A tiragem média de um livro de fotografia impresso em alta qualidade gira em torno de três mil exemplares. O número pode subir até dez mil exemplares quando empresas compram um reparte para dar a seus clientes preferenciais no fim do ano, por exemplo. É um brinde bem mais útil que relógios digitais de mesa.

Hoje há técnicas que transformam o próprio livro em obra de arte. É o caso das fotografias em preto e branco, mais difíceis de reproduzir. Normalmente, com um tratamento diferenciado, as impressões são feitas em duotone ou tritone em papéis off white, cujo contraste e qualidade causam grande impacto.

Devido a esses fatores todos, esse mercado teve nos últimos dez anos um crescimento acima das expectativas no Brasil. Felicidade para os fotógrafos profissionais que têm a sua obra editada e possivelmente consagrada, para editores, distribuidores e livreiros. Um produto de excelência para fazer crescer seus negócios e para os que gostam de arte e fotografia que dispõem de um catálogo mais amplo de grandes obras.

Mas ainda há muito a ser feito.

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