MESTRES DA FOTOGRAFIA: ANSEL ADAMS – 1902-1984

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Ansel Adams Moonrise, Hernandez, New Mexico, 1944

 “A maneira como fotografo baseia-se na admiração que tenho pelo contraste entre o que é grande e pequeno à nossa volta”.

Ansel Adams é o autor das fotografias de paisagens mais grandiosas dos Estados Unidos. A mais conhecida talvez seja Moonrise, Hernandez, New Mexico 1944, a imagem de uma aldeia, com uma igreja e um cemitério, numa planície escura, com uma cadeia montanhosa ao fundo, tudo alinhado em faixas estreitas sob um vasto céu. As imagens de Adams são especialmente do Oeste americano, e de paisagens montanhosas e despovoadas da California, Wyoming, Novo México e Arizona. O seu trabalho levou-o por vezes mais longe, ao Alasca e ao Havai, em 1947 e 1948, para fotografar os parques nacionais; mas o seu tema principal foi a paisagem do Oeste.

Outros fotógrafos norte-americanos trabalham com estas mesmas paisagens; entre eles refere o seu amigo Edward Weston, com quem fotografou na High Sierra, em 1937.

Mas as fotografias de Adams têm características especificas. Procurou, e conseguiu, a grandeza e registrou formas que traduzem bem a imensidão. Os seus horizontes são longínquos, extensos e coroados por céus por céus enormes.

Com frequência sublinha a imensidão com pormenores, pequenos mais significativos, em zonas próximas; um cavalo, por exemplo junto das árvores numa faixa iluminada pelo sol, numa cadeia de montanhas recortadas, ou as construções delicadas de Hernandez, no seu ambiente imenso.

O trabalho de Adams revela a sua preocupação pelo equilíbrio. É possível que a sua visão da América do Norte seja extensa e muito bem conservada, mas não se pode dizer que seja selvagem. Encontrou e fotografou zonas em que os rigores da rocha e da neve têm como contraponto a suavidade das águas calmas e da vegetação.

Os céus que nos deixou raramente se abrem para infinito; surgem neblinas e nuvens à deriva, que transportam consigo indícios de capricho e imaginação. Fotografou a América como qualquer coisa muito próxima do paraíso, cheia de rios, florestas e pastagens ondulando ao vento, e decorava com belezas naturais como a da luz do alvorecer que incide nos bosques na Primavera.

As fotografias de Adams são nítidas e muito bem preparadas. As imagens tendem a representar pormenores microscópicos das pedras, as nervuras da madeira, a casca, o gelo, os líquenes e a areia amontoada.

Ele chamava a isto, uma “abordagem limpa e direta da fotografia”, mas sustentava que implicava muito mais do que precisão técnica. Não estava disposto a dizer o que era realmente, e a última vez que associou ao seu trabalho o termo “pictórico” foi em Janeiro de 1931, na exposição individual “Pictoral Photographs of the Sierra Nevada Mountains”, na Smithsonian Institution de Washington, D.C. Em 1931, insatisfeito com as fotografias feitas desde a década de vinte, decidiu voltar a começar de novo entregando-se à “dignidade simples das provas esmaltadas”, pondo de lado os papeis fotográficos com texturas. Tornou-se, nas suas próprias palavras, totalmente consciente da “beleza permanente das coisas que são”, e continuou a sê-lo.

Em 1932 contribuiu para fundar o conhecido Grupo f/64, nome derivado do menor diafragma disponível em uma câmera de grande formato. Com f/ 64 produzia imagens com grande nitidez e profundidade de campo. O grupo de onze fotógrafos, que incluía Imogen Cunninghan, Edward Weston e o filho, Brett, realizou apenas uma exposição coletiva em S. Francisco, em finais de 1932, e teve reuniões informais até 1935.

O que escreveu em 1932, é de um romântico que sente profundidade as belezas da terra: “Um espírito de beleza sobrenatural movia-se no escuro e falava em forma de canção com a música débil dos violinos”.

As suas fotografias, como Boards and Thistles (feita em 1932 e apresentada na exposição f/64 desse ano), produzem quase sempre uma reação mais desapaixonada. Adams escreveu sobre isto uma nota que não está datada, citada por Nancy Newhall: “Se tenho algum credo, talvez seja o seguinte: se decido fotografar uma pedra, tenho de representar uma pedra… a fotografia tem de reforçar e ampliar a experiência de uma pedra… realçar o tom e a textura… mas contudo, sob nenhum pretexto, deve “dramatizar” a pedra, nem sugerir conotações emocionais ou simbólicas, além das que se associam evidentemente com uma pedra”.

O purismo fotográfico do tipo que Adams praticava interessava a uma minoria, que tinha apoios na Califórnia e em Nova Iorque, po parte do idoso Alfred Stieglitz. A sobrevivência da tradição purista na paisagem e o seu esforço na década de cinquenta é, em certa medida, obra de Ansel Adams.

Depois de Alfred Stieglitz foi provavelmente o fotografo norte-americano que maior influencia exerceu como professor, como técnico e como artista. Harry Callahan, famoso artista fotografo nas ultimas décadas, admite em relação aos seus anos de formação: “Foi Ansel quem me libertou”. Também libertou outros e, o que é mais importante, pôs a paisagem no centro da fotografia norte-americana, onde permaneceu mais ou menos até ao presente.

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