MESTRES DA FOTOGRAFIA: ROBERT DOISNEAU E HENRI CARTIER-BRESSON – ANALISE COMPARATIVA

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Bresson vs Doisneau

Por Enrico Maria Roveda, aluno do módulo 1, curso de fotografia online

Se trata de dois pioneiros do fotojornalismo, dois grandes fotógrafos de rua.

Para entender como estes dois fotógrafos chegaram a tal notoriedade não podemos evitar dar uma olhada na biografia deles. Porque são as aventuras e as experiências vividas e principalmente as pessoas que conheceram que influenciaram o estilo de fotografia deles.

Em 22 de agosto de 1908 em Chanteloup (Seine-et-Marne) a França oferece o próprio primeiro gênio da fotografia ao mundo: Henri Cartier-Bresson, só três anos depois, em 14 de Abril de 1912, nasce em Gentilly Robert Doisneau, outro fotografo, também dotado de um talento excepcional.

Apesar ter nascido em cidades diferentes estes artistas da fotografia viveram a maior parte da própria vida em Paris.

Filho de proprietários de uma grande usina de tecidos, Henri Cartier-Bresson teve boas condições econômicas. Seus pais tiveram os meios para lhe oferecer uma boa educação escolar. Apesar disso o jovem Henri, preferiu se consagrar á arte e foi reprovados varias vezes no exame de formatura. Passava muito tempo a visitar exposições e museus desenvolvendo uma forte paixão por tudo o que era arte dos seus tempos.

Henri fez a sua primeira foto aos 13 anos de idade com o seu “Box Brownie” (maquina pequena e barata usada principalmente por crianças) mas ele já vejo o lado artístico. Tirava suas fotos só para capturar pequenas memórias de férias. Influenciado por seu tio, o designer Louis Cartier-Bresson, ele começou a desenhar tudo em seu caminho. Foi seu tio que apoiou Henry em sua decisão de abandonar a herança da usina de tecidos e dedicar-se completamente e de todo o coração à arte. Aos dezoito anos, ele ingressou na academia de pintura de André Lhote, autodidata surrealista que lhe fornece uma educação altamente teórica e normativa. Aqui, o jovem Henri pega o “vírus da geometria”. Bresson muitas vezes andava dizendo que era Lhote, que lhe ensinou a “ler e escrever”. Enquanto estudava pintura ele entra em contato com um grupo de surrealistas. Este contato forma a atenção do jovem pintor pela intuição e coincidência, mas contribui, principalmente, para desenvolver a sua inclinação para a desobediência. Em 1928, durante o serviço militar, Bresson encontrou um casal de americanos que vivem em Paris. Eles o motivaram a dedicar-se à fotografia, aproximando-o á obras de arte de fotógrafos conhecidos como Atget e André Kertész. Assim, ele reconhece que a fotografia não é apenas um hobby, mas uma maneira fascinante para expressar uma forma de arte, como a pintura.

Olhando para a formação de Doisneau, notamos que ele contém uma certa semelhança com a de seu colega Bresson embora tenha pequenas diferenças. Nascido em uma família burguesa, o jovem Doisneau passava muito tempo visitando os subúrbios de Paris com os olhos bem abertos observando as pequenas curiosidades da sua comunidade. Depois de completar o ensino fundamental, Robert Doisneau entrou na École Estienne e adquiriu a formação de gravador litógrafo. Formação que, como ele disse mais tarde, não lhe serviu por muita coisa. “No final, o famoso diploma apresentado aos empregadores era também uma referência útil como licença para dirigir um ônibus ou por um trabalho como motorista de caminhão. ” julgará em sua biografia. A própria gratidão, Doisneau a reserva aos “professores sem títulos” que ele conheceu por acaso em sua vida.

 À André Vigneau  por exemplo, fotógrafo e pintor que ele assistiu como ajudante nos anos 1931-1934 antes de entrar para a Renault como fotógrafo empregado. Cinco anos depois, para tentar mexer com o relógio do ponto várias vezes, a fim de esconder seus muitos atrasos, ele foi demitido da Renault. De acordo com ele, o tempo que  ele passou em fábricas para fotografar a vida dos trabalhadores havia lhe dado, no entanto, a possibilidade de entrar “no mundo daqueles que se levantar cedo”. A partir esta experiência Doisneau começa tentando capturar pequenos momentos alegres de nossas vidas. Este é o nascimento de um dos maiores fotógrafos humanistas do nosso tempo.

 Estética do trabalho

 Para entender por que estes dois fotógrafos têm sido tão famosos com suas fotos, devemos descobrir as particularidades deles. O próximo capítulo menciona três pontos que distinguem e representam as idéias de Bresson e de Doisneau.

  Humanismo e Surrealismo

Willy Ronis, Andre Kertesz e Edward Boubard. Eis apenas alguns nomes de fotógrafos a ser mencionados falando de fotografia humanista. Mas os nomes que estão inevitavelmente ligados a este movimento artístico que aparecem em Paris na década de trinta são os de Henri Cartier-Bresson e Robert Doisneau. O objetivo dos fotógrafos humanistas foi “colocar as pessoas no centro do próprio estudo”. A libertação da França durante a Segunda Guerra Mundial provocou uma forte necessidade de recuperar a fé na humanidade. Suas fotos foram publicadas em numerosos livros, revistas ou jornais. Esta tendência também era conhecido como “a fotografia do povo”, uma fotografia que queria transmitir na melhor forma possível, o objetivo de chamar a atenção para os problemas sociais do país naquela época. Uma das fotos mais famosas é mencionadas nesse contexto é ” le baiser de l’hôtel de ville” feita pelo Robert Doisneau.

A importância que representava o fato que as fotos da corrente humanista tivessem absolutamente que ser tiradas de forma espontânea e sem pose, se manifestou com a  indignação e decepção dos admiradores de Doisneau quando ele mesmos confessou que, mesmo que isso não aconteça muitas vezes, este retrato foi encenado.

Outros dizem que este fato não altera o valor da imagem, porque Doisneau capta o momento e ai que a imagem vira autêntica, o que significa um grande talento e um grande capacidade de fotografar. Apesar desta exceção Doisneau e Cartier Bresson como nenhuma outro artista representam a fotografia humanista francesa de uma forma tão patética e tão perto do povo. Fora da fotografia humanista Cartier-Bresson também era um fã de arte surrealista. Através do contato com os artistas do surrealismo, ele desenvolveu seu sentido particular para capturar os “momentos decisivos” da vida cotidiana.

A eternidade do momento

Esta é provavelmente a razão mais atraente pela qual damos tanta importância a estes dois fotógrafos franceses: Tiveram entre outros o dom de “capturar o que estava irremediavelmente perdido” [http://www.priceminister.com/]. Durante a vida estes dois artistas apesar das diferencias, tornaram-se amigos. Graças à paixão que compartilhavam eles vieram a se entender um ao outro como ninguém outro poderia ter feito. Isso pode ser porque Doisneau encontra a descrição mais apropriada para seu amigo: “Henri Cartier-Bresson é Cupido e sua flecha. Graça e concentração “[Robert Doisneau : À l’imparfait de l’objecitf, p.139]. O próprio Cartier-Bresson apreciou a comparação de tiro com arco, porque para ele, como ele descreveu em um de seus livros: “Fotografar é colocar na mesma linha de visão a cabeça, o olho e o coração “. Enquanto Cartier Bresson é descrito como o fotografo mais filosofo e pensador, a reputação de Doisneau é mais de “fotógrafo cheio de humor encantador” [http://www.priceminister.com/…], Ele mesmo preferiu apresentar-se como “pescador de imagens “, cujo único dever é estar lá na hora certa e no lugar certo para “pescar” um momento fugaz que nunca vai voltar. Uma atividade que exige experiência e muita paciência. Na sua opinião, deve-se “deixar sempre um pouco o pé na porta para que o acaso entre” [http://www.priceminister.com/…] e sobretudo permanecer aberta para descobrir coisas novas. De acordo com ele, são os encontros que fizemos cada vez que enriquecem a nossa vida diária.

Impossível não sorrir olhando para as fotos de Doisneau ele ia freqüentemente e com grande paixão nos subúrbios de Paris, onde ele cresceu. O que os dois fotógrafos tinham dominado perfeitamente, era de tornar-se invisível. A tarefa mais difícil é no final de passar e tirar a foto, permanecendo tudo despercebido para que o sujeito não cessa a própria atividade que o fotógrafo deseja capturar. Para Cartier-Bresson se trata de “abordar o assunto na ponta dos pés”. [Clément Chéroux : Le tir photographique, p.94] É por isso que olhar para uma foto de Bresson ou Doisneau faz nos perceber que nos encontramos diretamente aonde a foto foi tirada, como se estivessem participando da cena em si.

A escolha da câmera

Leica. O nome desta câmera é difícil de separar do de Henri Cartier-Bresson. Depois dos anos trinta não podemos imaginar uma Bresson sem uma Leica. Um dispositivo leve discreto e facilmente manuseável, que permite que o fotógrafo permaneça invisível no que diz respeito ao seu assunto. Em definitiva, perfeitamente adequado para os fotógrafos humanistas, como Doisneau e Bresson, apesar que Doisneau prefere Rolleiflex no início de sua carreira, até que ele também passa para Leica na década de sessenta. Ao longo dos anos, a Leica de Bresson tornou-se para ele uma espécie de prótese, ou como ele diz, “uma extensão da [seu] olho” por isso que nunca se separaram. A escolha da lente foi de uma comum lente de 50mm.

 Bresson – Doisneau e fotografia a cores

É aquele que está mais próximo da visão humana e, portanto, aumenta a impressão do observador de se encontrar no meio da cena a ser fotografada. Este objetivo também escolhido por Doisneau também mantém uma certa distância do seu assunto, fato importante para não ser percebido imediatamente. Além disso, estes dois fotógrafos odiava o flash. Este último, faz o fotografo aparecer imediatamente como e o sujeito perde a sua autenticidade. A Leica permitiu aos dois repórteres que o trabalho de foto-jornalista fosse bem mais agradável, sendo  que o equipamento completo de um jornalista daquele tempo era horrivelmente pesado, sem contar a câmera fotográfica. Durante uma entrevista Bresson expressa o afeto que sentia por sua câmera como segue: “A Leica é o meu caderno de desenho, um sofá de um psicanalista, uma metralhadora, um grande beijo quente, um eletroímã, uma memória, um espelho da memória “.

Bresson defendeu sua escolha do aparelho fotográfico, pelo menos tão forte quanto a do filme em preto e branco. Para ele, era praticamente impossível reproduzir as cores da mesma forma como eles parecem no momento da execução da fotografia. A técnica dos seus tempos, ele disse, não era ainda suficientemente desenvolvida. As cores mal reproduzidas e as emulsões menos sensíveis que impediam que o fotógrafo tirasse fotos de objetos em movimento sem serem “queimados”, foram as maiores desvantagens que um fotógrafo devia esperar usando emulsões coloridas… Nenhuma vantagem portanto por estes dois “capturadores do momento decisivo”, que viviam do movimento em suas fotos, para usar emulsão tão lenta. Para Doisneau as fotografias coloridas fizeram o trabalho dos fotógrafos muito fácil: “Se o seu enquadramento é bom … a imagem é boa. Sim uma boa fotografia deve suportar o branco e preto… e então não podemos enganar com fogos de artifício iluminando o palco, onde o vermelho, roxo, verde, venha louvar o artista, como se a luz branca tinha sido muito pobre e insuficiente… “[http://paris.blog.lemonde.fr/…]. A utilização de cor era, por conseqüência, apenas uma forma de simplificar a vida do artista. Apesar de sua rejeição da fotografia a cores, Cartier-Bresson tirou algumas fotos a pedido de revistas por “necessidade profissional” [Clément Chéroux :Le tir photographique, p.93], como explicado mais tarde, porque ele nunca mudou sua opinião.

Enquadramento e composição

 Através dos ensinamentos de Lhote, Bresson manteve por toda a vida o gosto da composição. Para ele, uma composição com a geometria como base era a condição absoluta para uma foto bem sucedida. Tinha que haver uma conexão entre as formas, ele dizia, caso contrário, a própria fotografia parecia “não-harmoniosa”. Olhando para os seus enquadramentos, podemos observar a procura de cumprir as leis da seção dourada (proporção perfeita) que ele tinha aprendido a usar durante seu treinamento na academia Lhote. Para montar tal imagem ele deve primeiro identificar um fundo cujo arranjo seja agradável para o fotógrafo. Depois é só esperar até que o movimento em forma de crianças, cães, mulheres, etc. encontra seu lugar no quadro escolhido. Ai basta pressionar o botão do obturador. Ou como descrito Bresson: “o olho corta o sujeito e a câmera tem apenas que fazer o próprio trabalho que é de imprimir no filme a decisão do olho. “[Clément Chéroux :Le tir photographique, p.133] A importância atribuída ao enquadramento das fotografias de Bresson pode ser observado na intensidade com que ele lutou durante toda a sua vida para que suas  fotos não fossem cortadas pelos editores. Ele não queria que a imagem fosse cortada para que não perdesse nenhuma das informações nela contida pela escolha do enquadramento. Ele até utilizava um selo especial que aplicava atrás das suas fotografias com escrito “Não recortar”. Sendo que esta medida não atingia o objetivo desejado, Bresson decidiu, no início da década de sessenta, de cercar suas fotos de uma caixa preta, que sendo  visível, garantia a autenticidade da foto.

Ao contrário Doisneau, que se concentrou mais nos detalhes, devido, provavelmente, à sua formação como litógrafo. Para este, o enquadramento desempenhava um papel certamente secundário. Ele estava muito mais interessado em dar a cena um caráter espontâneo. Formas não escolhidas, que deixavam a escolha aleatória à composição. Ele mesmo disse mais tarde que a sua “abordagem era tudo o que quiser, exceto lógica” [Rober Doisneau : À l’imparfait de l’objectif, p.180] e ele tinha uma queda por desobediência sempre fazendo algo diferente do que as pessoas esperavam dele.

Os sujeitos dos dois fotógrafos

Picasso, Matisse, Giacometti, Camus, Jaques Tati, Simone de Beauvoir, a lista dos artistas cujo retrato foi executado por Doisneau e Cartier-Bresson, lista que poderia se estender sem fim, embora não fosse pelos retratos dos artistas que os dois fotógrafos alcançaram a celebridade. As pessoas dos subúrbios de Paris continua a ser o tema favorito de Doisneau até o fim de sua vida. Ela nunca deixa de fotografar “o mundo que se levanta cedo” representado pelos operários ou pelos trabalhadores do famoso Les Halles de Paris assim como “o mundo que vai dormir tarde” ou seja, pessoas que se reúnem no pub à noite ou até mesmo prostitutas. Apesar de seu sucesso o “andarilho eterno”, como seus amigos o chamavam manteve os pés no chão. Era sempre o “fotógrafo tímido” perseguido pelo “comportamento do rato”. Isso vale também para Bresson que veementemente se recusou a deixar tirar fotos a si mesmo por medo de ser reconhecido na rua e não ser capaz de ir à caça da imagem despercebida. Durante suas muitas viagens Bresson também preferiu se hospedar no meio dos habitantes do lugar onde estava, em vez de ficar em um grand’hotel que teria podido facilmente pagar. Isso mostra o desejo do “olho do século” para ficar perto de seus sujeitos, pra não dizer perto da realidade.

Fotojornalismo e relatórios

O nome de Bresson está ligada a Magnum (www.magnumphotos.com) como o nome de Doisneau está ao de Rapho. A Magnum (ainda hoje uma das mais referenciadas agências de fotografia na Europa) foi fundada em 1947 como Bresson como sócio co-fundador, se baseia no princípio do respeito pelos direitos do fotógrafo. Os fotógrafos que pertencem a esta agência são eles mesmos proprietários. Isso significa que eles têm o seu próprio negativo para que possam monitorar a divulgação de suas imagens. Eles também têm o direito de deixar a agência a qualquer momento. Com a sua exigência de qualidade ética e profissional, Magnum rapidamente se tornou uma agência de referência mundial em fotojornalismo.

Embora Doisneau não é um fundador da agência Rapho, lá permaneceu toda a sua vida ao contrário de Bresson que deixou a Magnum em 1966, porque ele suspeitava que a agência usasse seus arquivos. Doisneau se juntou Rapho em 1939, pouco tempo depois, ele foi mobilizado para a guerra e, finalmente, retornou a Paris em 1940. A agência Rapho só foi relançada em 1946, mas a partir daí é o início de uma cooperação promissora entre a agência e Doisneau.

Ambos os fotógrafos realizar inúmeros relatos de suas agências durante sua vida profissional.

 Viagens ao exterior

Enquanto Bresson produz muitos relatos no exterior, Doisneau preferem ficar em França, se não apenas em Paris. Doisneau não gosta de viajar, ele fez alguns relatos em países como os Estados Unidos, Iugoslávia e União Soviética. Henri Cartier-Bresson, por contra, raramente estava em Paris durante sua atividade como fotojornalista. Em sua primeira viagem à África, depois que ele decidiu de fazer da fotografia a razão da própria vida, ele pegou a febre de partida.

 Guerra e Resistência

Em 30 de janeiro de 1948 Bresson recebe uma audiência com Gandhi. Suas fotos são as últimas de Mahatma Gandhi, que foi assassinado pouco tempo depois. Ao contrário de seus retratos da coroação de George VI, em 1937, no funeral de Gandhi, sendo o único repórter no local, Bresson não fotografou as reações da multidão, mas só se concentrou sobre a cerimônia. Os jornais lutaram pelas suas fotos exclusivas, este foi o grande dia de Bresson como fotojornalista. Mas este evento não permanece o único de grande importância que Henri Cartier-Bresson fotografou durante seus anos como repórter. É lá quando o povo chinês se revoltou contra a ditadura e está presente quando a Indonésia tornou-se independente. Ele é o primeiro fotógrafo estrangeiro que seja permitida a entrada da URSS para tirar fotos. Doisneau no entanto continua a centrar-se nos subúrbios de Paris. Ele tenta capturar os pequenos momentos de felicidade que se tornam raros, quando o terror da Segunda Guerra Mundial alcança a França.

A notoriedade hoje

O sucesso de Doisneau como fotojornalista veio com suas fotografias de Paris durante a Ocupação e Libertação. Como um membro da Resistência Francesa Doisneau tinha fugido primeiro das tropas nazistas que chegaram a Paris. Poucos meses depois, ele retornou a Paris para fotografar o movimento de resistência, também usando suas habilidades como litógrafo para fazer documentos falsos. Para ganhar sua vida, no momento em que as encomendas dos mídia são raros, ele fabrica e vende cartões postais no Museu do Exército. Embora Doisneau nos deixou um tesouro de valor inestimável, com suas imagens de época, não era o seu principal objetivo testemunhar sobre a guerra em si mesma. Durante este período de terror ele queria mostrar que ainda há coisas que não mudam. Visitas para o bistrô, a vida na rua. Ele estava tentando encontrar normalidade na anormalidade, muitas vezes ele conseguiu. Suas fotos não mostram brutalidade, nem violência nem sangue. Mesma coisa notamos também em Bresson apesar que ele sofreu um destino muito mais trágico do que o seu colega. Quase não há fotos de Bresson durante a ocupação da França, porque ele foi feito prisioneiro dos alemães em junho de 1940. Ele permaneceu prisioneiro na Alemanha três anos trabalhando em diferentes fábricas ou fazendas até conseguir escapar depois de duas tentativas de fuga fracassadas. Ele chegou à França em 1943, onde um ano depois, em agosto de 1944, começou a fotografar a libertação de Paris, junto com outros cinco fotógrafos, cada um dos quais é responsável por um bairro da cidade. Entre eles há também Robert Doisneau, mesmo se a natureza das suas imagens deste evento é muito menos documental, talvez mais sensível do que Bresson. este explicou mais tarde que, apesar do horror, três anos como prisioneiro tinha sido “útil [para o] jovem surrealista burgues” [Clément Chéroux :Le tir photographique, p.50] que ele era. Após este longo cativeiro e os três tentativas de fuga Bresson tinha aprendido o que significava liberdade, ele nunca irá esquecer.

Em 1992, depois de receber inúmeros prêmios, incluindo o prêmio Kodak em 1947 e do Grand Prix National de la Photographie, em 1983, Doisneau deu seu nome para a futura “Casa da Fotografia” em Gentilly, sua cidade natal. Mas não é só por isso que seu nome ainda é conhecido hoje. A comercialização de suas fotografias dos parisienses recobre um papel bem mais importante. Não tem como escapar dos cartazes, calendários, selos, os incontáveis livros e ​​capas de livros, mostrando suas fotos como “Le Baiser de l’hôtel de ville”, por exemplo. Esta foto é tão conhecida que ele mesmo tem sido usada para tirar sarro do presidente Nicolas Sarkozy: quando alguns partidários de Sarkozy disseram que tinham estados presentes quando o Muro de Berlim caiu em 1989, um site de humor foi criado mostrado-os em montagens de imagens de grandes eventos de história.

A notoriedade de Bresson é sem sombra de dúvida, tão grande quanto a de Doisneau. Também recolheu inúmeros prêmios exibindo suas fotografias no mundo. Há ainda uma coisa especial a mencionar em falar sobre Cartier-Bresson. Este é a “Fundação Henri Cartier-Bresson” fundada em 2000 e reconhecida como uma instituição de utilidade por parte do Estado em 2002. A fundação tem como objetivo reunir os trabalhos de Bresson e também dar uma chance para o artistas jovens e emergentes para expor seus trabalhos nos espaços que foram criados através desta fundação. Em relação à composição e enquadramento, Bresson e suas fotos são um marco mundial em muitos livros de fotografia. Por exemplo, em “Bildkomposition” de David Präkel.

Além disso, os nomes dos dois fotógrafos também são encontradas em muitos livros especializados, mas também naqueles para o público em geral.

As fotos destes dois fotógrafos permaneceram imortais.

6. Competição e amizade

O que surpreende analisando a vida e a obra destes dois homens e que eles nunca estiveram em concorrência um com o outro, tendo um estilo tão diferente e tão similar ao mesmo tempo. Eles eram mesmo bons amigos, nunca com ciúmes um do outro. Para Doisneau, Bresson era de alguma forma o seu ídolo, admirava o que ele veio fazer com sua Leica. Sua amizade forte apareceu também no dia do funeral de Doisneau em abril de 1994. “Nós nunca mais iremos ouvir uma risada cheia de compaixão nem humor tão incisivo e profundo” Cartier-Bresson disse antes de jogar no túmulo de seu amigo uma meia maçã e morder, em seguida, a outra metade, mostrando com esse gesto a profunda fraternidade entre ele e seu amigo Doisneau.

Um jornal encontrou a palavra certa para descrever a tragédia da morte de Cartier-Bresson alguns anos mais tarde, em agosto de 2004: “O olho de um século se fechou” foi o título que escolheu o jornal “La Libre Belgique”.

Fontes:

http://la-magie-des-photos.jimdo.com/bresson-doisneau/http://byuinparis.blogspot.it/2009/11/cartier-bresson-and-doisneau.html

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