MORREU ROBERT FRANK, O FOTÓGRAFO QUE TRANSFORMOU O COTIDIANO EM OBRA DE ARTE

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Em 1959, publicou o livro mítico “The Americans”

Observador – Lisboa

Nome de referência da fotografia documental, foi o autor de umas das obras mais importantes na história da fotografia, “The Americans”. Tinha 94 anos.

Morreu nessa segunda-feira, aos 94 anos, o lendário
fotógrafo e realizador Robert Frank, um dos nomes mais influentes da fotografia
no século XX, considerado o pai da “estética do instantâneo” e autor do livro de
referência The Americans. A notícia foi divulgada pela imprensa americana nesta
terça-feira e confirmada pela Galeria Pace-MacGill, de Nova Iorque, que
representa o artista desde 1983.

Filho de Regina e Hermann Frank, ambos judeus, Robert
Louis Frank nasceu em Zurique, na Suíça, em 9 de novembro de 1924, e iniciou-se
como aprendiz de fotografia em 1941. Menos de duas décadas depois inscreveu o
nome na história visual do século XX, ao publicar The Americans.

Com uma carreira construía à margem de convenções e em
rejeição das ideias de fama e fortuna, assinou séries fotográficas
inclassificáveis, marcadas pela linguagem experimental e pelo corte com os
cânones. O livro de 1938 American Photographs, de Walker Evans, terá
influenciado Frank na sua própria monografia.

Robert Frank, que atualmente vivia na Nova Escócia,
Canadá, emigrou para os EUA em 1947, à procura de alargar horizontes, e começou
por trabalhar como fotógrafo de moda da revista “Harper’s Bazaar”. Em 1955, com
uma bolsa da Fundação John Simon Guggenheim, iniciou uma longa viagem de dois
anos pelos EUA, durante a qual terá captado mais de 28 mil imagens, de acordo
com dados biográficos publicados pela Galeria Pace-MacGill.

Dessas 28 mil imagens, a preto e branco, 83 viriam a
ser escolhidas para a monografia “The Americans”, que conheceu uma primeira
edição em França, em 1958, sob o título Les Americains, com textos de outros
autores. Um segunda edição apareceu nos EUA no ano seguinte, apenas com as
imagens.

O livro fixou uma versão crua da América e influenciou
gerações de fotojornalistas e artistas visuais em todo o mundo, ao “desafiar a
fórmula vigente no fotojornalismo de meados do século, a qual se definia por
imagens bem focadas, bem iluminadas e com composição clássica”, escreveu o New
York Times. As fotos de Robert Frank, onde figuravam pessoas sozinhas, casais
adolescentes ou funerais, era “cinemáticas, imediatas, desfocadas, com grão,
tal como as emissões televisivas daquele tempo”.

Daí que o tenham considerado o pai da “estética do
instantâneo”, que pode ser descrita como a captação imediata de imagens, sem
encenação, o que lhes dava uma autenticidade rara até então.

Com “The Americans”, Robert Frank foi “catapultado
para uma posição cultural influente” e “tornou-se porta-voz de uma geração de
artistas visuais, músicos e figuras literárias, tanto nos EUA como no
estrangeiro”, descreve a nota biográfica da galeria. “Recebeu críticas pela
heterodoxia da composição, da iluminação e do foco”, mas entre os seus
defensores contaram-se os escritores da geração beatnik Jack Kerouac e Allen
Ginsberg.

Estendeu o seu trabalho ao cinema, tendo assinado
filmes experimentais, como “Pull My Daisy” (1959), em colaboração com Kerouac,
ou o documentário “Cocksucker Blues”, sobre a digressão americana dos Rolling
Stones em 1972. Em 1960, fundou o New American Cinema Group, ao lado de Jonas
Mekas, Peter Bogdanovich e outros cineastas independentes. Em 1988, realizou
“Candy Mountain”, uma obra de traços autobiográficos, com Tom Waits num dos
papéis.

Robert Frank casou-se duas vezes: em 1950, com a
artista britânica Mary Frank, e em 1971, com a artista americana June Leaf.
Teve dois filhos, Andrea, que morreu em 1974, e Pablo, que morreu em 1994.

Em 2016, protagonizou o documentário “Don’t Blink –
Robert Frank” (2016), da realizadora Laura Israel.

Trailer de
“Don’t Blink — Robert Frank”
https://youtu.be/DAXNi0XEO6g

Fonte: https://bit.ly/2kusmXF
  

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