MULHERES NO FOTOJORNALISMO

em Artigos e Entrevistas.

CONHEÇA OS REQUISITOS PARAN ATUAR NESSE MERCADO. Foto: os fotojornalistas Gerda Taro e Robert Capa

Apesar de um campo
profissional quase totalmente dominado por homens ao longo do tempo muitas
mulheres romperam as barreiras de gênero na fotojornalismo.

Já no começo do século 20 havia
fotógrafas cobrindo crises, guerras e conflitos, como as americanas Dorothea
Lange (1895-1965), Margaret Bourk-White (1904-1971), Lee Miller (1970-1977) e
Eve Arnold (1912-2012), primeira mulher a ser contratada pela famosa agência
Magnum, em 1957, abrindo caminho para outras talentosas profissionais, como a
francesa Catherine Leroy (1945-2006).

E ainda houve a alemã Gerda Taro
(1910-1937), primeira fotojornalista mulher a morrer numa cobertura de
conflito, no caso a sangrenta Guerra Civil Espanhola.

No Brasil, nas décadas de 1960 a
1980, grandes dramas do fotojornalismo batalharam com coragem por um espaço no
mercado, como Maurren Bisilliat, Claudia Andujar, Nair Benedicto, para citar as
mais conhecidas, que influenciaram as gerações futuras, casos de Wania Correto,
25 anos de carreira, que quando cobria hard News não saia de casa sem passar
batom antes de vestir o colete à prova de balas e pegar a câmera fotográfica.

Wania começou a carreira no
jornal O Dia, no Rio de janeiro (RJ), e foi treinada para ser uma guerrilheira
urbana da fotografia. Seu trabalho em hard News deu-lhe diversos prêmios, como
o internacional Rei de Espanha e os principais nacionais, como Prêmio Esso de
Jornalismo (no qual subiu ao palco grávida de 9 meses), Prêmio Embratel de
Imprensa, Prêmios Líbero Badaró de Jornalismo e prêmio Caixa Econômica de
Jornalismo Social, entre outros.

Ela deixou o cotidiano de jornal
para desenvolver trabalhos autorais, inserindo-se no mercado de fotojornalismo
documental independente, e em 2016 se tornou uma ativista fundando o Movimento
Fotógrafas Brasileiras, que agrega cerca de 2.500 mulheres ligadas à imagem no
Brasil e no exterior.

Segundo ela, para se tornar uma
boa fotojornalista é importante ser dinâmica e ter muita energia para enfrentar
o cotidiano do hard News.

Fotojornalista independente e
destacada da nova geração de profissionais, Bruna Prado é de duas gerações à
frente de Wania. Trabalha para veículos nacionais e colabora com a mídia
internacional. Atua em diversas editorias dentro do fotojornalismo, como hard
News, esportes e cultura.

Para Bruna, o que torna qualquer
profissional competente, independentemente do gênero, é a especialidade de ser
eficiente no trabalho, além de estar pronta para as demandas em um mercado que
vive cada vez mais uma constante mudança em virtude da tecnologia e das
relações. Estar atualizada ao máximo sobre tudo ao redor: socialmente,
politicamente, culturalmente. Para ela, fotojornalistas são cada vez mais
contadores de histórias visuais.

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