Nan Goldin no MAM Rio

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Desde o final dos anos 70, suas imagens, ao estilo de instantâneos, de colorido intenso, foram anunciadas como um marco da fotografia de arte. Foto de 1983

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugura, quarta-feira, 8 de fevereiro, às 19h, “Heartbeat”, a maior exposição da artista norte-americana NAN GOLDIN já realizada no Brasil, com uma série de fotografias impressas e slideshows, dos anos setenta aos 2000. A curadoria é da crítica carioca Ligia Canongia e do historiador de arte suíço-brasileiro Adon Peres.

Não se conta a história da arte contemporânea internacional sem mencionar Nan Goldin [Washington D.C., 1953]. Seu slideshow “A Balada da Dependência Sexual” [The Ballad of Sexual Dependency], incluído nesta mostra, é considerado uma das maiores influências da produção ocidental atual. Na era da tecnologia digital, Goldin defende a imagem real, bruta e inalterada contra as câmeras digitais, computadores e Photoshop. Desde o final dos anos 70, suas imagens, ao estilo de instantâneos [snapshots], de colorido intenso, foram anunciadas como um marco da fotografia de arte.

Sobre os instantâneos, a artista diz: “Meu trabalho vem do snapshot. É a forma de fotografia mais definida pelo amor. As pessoas fotografam por amor, e o fazem para lembrar – pessoas, lugares e momentos. Elas criam uma história registrando uma história. E é exatamente esse o meu trabalho.”

MAM inaugura a maior exposição da artista norte-americana Nan Goldin já realizada no Brasil Para Adon Peres, cocurador da mostra, “Goldin capta essa imensa quantidade de informação sem filtrar, analisar ou categorizar. Suas imagens vêm de relacionamentos, não de observações”.

Nan Goldin, formada pela Escola do Museu de Belas Artes de Boston|Tufts University, se celebrizou fotografando com luz natural, sua “família” de amigos e amantes, em Boston e, depois, Nova York. Sua produção é indissoluvelmente ligada à sua biografia, rompendo a barreira clássica entre a câmera e o que é fotografado.

“[…] os personagens da artista compõem não apenas um perfil poético da realidade, como também um testemunho político de nossos tempos. Esses personagens, em estado de revolta permanente contra os estatutos morais vigentes, foram considerados por muitos uma crítica intrínseca ao sistema neoliberal e ao capitalismo”, diz a co-curadora Ligia Canongia no texto do catálogo-livro da mostra.

Os registros que Goldin fez de travestis, cenas de sexo, drogas  e vítimas da Aids, que compõem uma crônica da Nova York dos anos 70 | 80, estão nas coleções das mais importantes instituições de arte do mundo. Nan Goldin fez a primeira individual em 1973, em Cambridge, Massachusetts, e desde então, ela expõe sua obra nos quatro continentes do planeta.

Exposição

– Slideshows

A Balada da Dependência Sexual “,obra que tornou a artista célebre no mundo, é composta 720 fotografias, realizadas entre 1978 e 1986 e compiladas entre 1981 e 1996. Este trabalho foi apresentado, pela primeira vez, em uma boate de Nova York, em 1979. Assinada por Nan, a trilha sonora que acompanha este slideshow vai de Maria Callas, cantando a ópera Norma, a Lou Reed e o Velvet Underground. “The ballad Š” é um mosaico de situações, eventos e pessoas de seu convívio, com atmosfera de um diário íntimo, iluminação ultra-saturada e cromatismo intenso;

“Pulsação” [Heartbeat], datado de 2000-2001, é sobre relacionamentos amorosos, com a composição de Sir John Tavener, “Prayer of the heart”, interpretada por Björk e Brodsky Quartet, na trilha sonora. São 245 slides sobre a interação entre homem e mulher e seus filhos. Esta obra vem do Centre George Pompidou de Paris;

O Outro lado” [The other side], fotografado de 1972 a 1992, reúne 230 slides, compilados em 1994, de imagens de travestis e é um work in progress, que está sempre sendo ampliado e modificado. Esta série começou quando Goldin foi morar com um grupo de drag queens, quis registrar o cotidiano deles para preservar como eles eram e glorificar o encanto que criavam fora das restrições de gênero. A artista fotografa travestis pelas cidades por onde passa.

“O ritmo impresso às imagens dos slideshows é inteiramente dissociado da velocidade e do desdobramento dos fotogramas no cinema, o que torna seu trabalho um processo transversal aos dois gêneros: um ‘cinema fotográfico'”, define Ligia Canongia.

– Fotografias impressas

As 15 fotos da série “Paisagens” [Landscapes], de médio formato, vêm da Matthew Marks Gallery de Nova York. É um conjunto raro da produção de Nan Goldin. Embora iniciada nos anos setenta, Goldin guardou-a por longo tempo e pouco a exibe. A artista argumenta que o mundo exterior, a paisagem lhe era pouco familiar, porque passou muito tempo nas grandes cidades, e perdeu a relação com os elementos naturais. Paisagens de diversas localidades nos EUA, na Inglaterra, Itália, Suécia, Polônia, no Japão, nas Filipinas, entre outras, compõem a série.

É assim que o trabalho de Goldin se mistura à sua vida pessoal: seu olhar é de cumplicidade com o personagem, dentro da privacidade de cada um. O clima recai, muitas vezes, sobre um aspecto underground, em que drogas, álcool, violência se misturam a um tom de romantismo e (anti) glamour. Não há juízo de valor ou voyeurismo, nem virtuosismo técnico. Apenas humanidade.

Serviço

Mantenedores do  Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro: Petrobras e Light

MAM Rio

De terça a sexta, 12h às 18h

Sábado, domingo e feriado, 12h às 19h

A bilheteria fecha 30 min antes do término do horário de visitação.

Ingresso: R$ 8,00

Estudantes maiores de 12 anos R$ 4,00

Maiores de 60 anos R$ 4,00

Amigos do MAM e crianças até 12 anos entrada gratuitas

Domingos ingresso família, para até 5 pessoas: R$ 8,00

Av. Infante Dom Henrique, 85
Parque do Flamengo – Rio de Janeiro – RJ 20021-140
Tel (21) 2240 4944
Site do Mam/Rio: http://www.mamrio.org.br
Fonte: http://goo.gl/g6Odu

 

Tags: Arte, artes plásticas, em cartaz, exposição, mostra, Obras, reúne

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