Nas lentes de Cesar Barreto, as mudanças do Rio no século XXI

em Artigos e Entrevistas, Notícias.

escolas de fotografia sp,cursos de fotografia zona leste, curso de fotografia sp, focus fotografia, escola focus, enio leite, cursos de fotografia, focus escola de fotografia, focus, escola de fotografia sp, focus foto, cursos de fotografia online, cursos de photoshop, fotografia escola sp, aulas de fotografia sp, cursos de cinematografia digital, curso de fotografia sp, curso de fotografia digital, fotografia notícias, cursos de fotografia sp, cursos de fotografia zona sul sp, focus foto, curso técnico de fotografia sp, melhores cursos de fotografia sp, escola de fotografia técnica sp

Ressaca no arpoador

Na manhã de 25 de janeiro, o fotógrafo carioca Cesar Barreto juntou seu equipamento e seguiu de moto da Urca rumo à Avenida Rio Branco, no Centro, com o objetivo de fotografar o Teatro Municipal para uma série de imagens que retratam a antiga Avenida Central. Acostumado a trabalhar sozinho, naquele dia, excepcionalmente, ele foi acompanhado de um assistente, a quem pediu que fizesse um “making of” dos cliques. As fotos, feitas entre 10h e 11h, tornaram-se um registro histórico: são uma das últimas que mostram de pé os três edifícios da Avenida Treze de Maio. Nove horas depois vieram abaixo, matando pelo menos 22 pessoas.

Com mais de 30 anos dedicados à fotografia em preto e branco, desde o início de 2011 Cesar cumpre a missão oficial de documentar as mudanças que cidade vem sofrendo nos preparativos para as Olimpíadas de 2016.

– A foto do Teatro Municipal seria uma das primeiras a compor uma série que pretendo fazer sobre a Rio Branco. A ideia é, de certa forma, refazer os passos de Marc Ferrez (fotógrafo franco-brasileiro), quando compôs o álbum da Avenida Central, há pouco mais de cem anos. Eu tinha planos de fazer um documento para história, mas não podia imaginar que aconteceria tão rápido – disse Cesar Barreto.

Especialista em paisagens, Cesar foi contratado pela agência Casa Digital para executar um projeto da prefeitura do Rio: registrar as obras que estão mudando a cara da cidade. Um trabalho que ele define como um mix do que fizeram Marc Ferrez e Augusto Malta, que retrataram o Rio no fim do século XIX e início do século XX, ele vem percorrendo o Rio de Janeiro com suas grandes câmeras de madeira, eternizando praças, ruas, becos, prédios, pessoas e principalmente canteiros de obras da Zona Norte à Zona Oeste.

O material vem sendo exposto no site do projeto Cidade Olímpica (disponível pelo site http://www.cidadeolimpica.com) e surpreende por captar beleza num cenário caótico de areia, pedras e operários. Já foram feitos cliques da Lapa esburacada, da remodelação do Maracanã, da construção da Transoeste e do Túnel da Grota Funda, entre outras intervenções.

– Sempre é possível fazer uma imagem palatável aos olhos, mesmo que o tema seja árido. Um dos segredos é mostrar na foto algum ponto de referência que situe a obra, enriqueça e dê mais conteúdo à imagem. Minhas fotos têm uma característica documental, com influência de Marc Ferrez e companhia – afirma Cesar, que começou a fotografar o Rio em 1995.

Além de se inspirar no trabalho dos fotógrafos antigos, Cesar se identifica com o estilo de fotografar e até com os equipamentos daquela época. Não usa máquina digital e estima que 98% de suas fotos são em preto e branco. A maioria de suas câmeras, muitas com corpo de madeira, lembra aquelas usadas por lambe-lambes em praças. Suas preferidas são as da marca chinesas Shen-Hao, Chamonix e Da Yi.

A opção pelos ângulos inusitados da cidade

As fotos que Cesar Barreto vem fazendo para a prefeitura não se restringem aos pontos do Rio que estão sendo modificados pelas obras. Segundo ele, como a ideia do projeto é fazer um documento histórico de época, a pauta inclui ângulos da cidade que nos últimos anos não podiam ser vistos, como uma vista do Morro da Providência ou do Morro do Tuiuti – este pacificado há três meses. Barreto dá ênfase ainda a locais que foram ou serão remodelados, como a Praça Saens Peña, na Tijuca, clicada antes da retirada das grades. A Feira da Providência, que completou 50 anos, também mereceu uma sessão de fotos.

Entre os colegas de profissão, ele é admirado pelo perfeccionismo e pelo jeito metódico.

– É um paisagista clássico no estilo do norte-americano Ansel Adams, só que num tom mais moderno. É do tipo que pode passar horas esperando o minuto exato de fazer a foto. Uma vez, estava andando de barco aqui no Rio e o vi dentro de uma canoa, com um tripé e uma câmera de uns dois palmos por dois palmos. Perguntei o que ele estava fazendo e ele respondeu que estava fotografando Niterói – lembra o fotógrafo Zeca Linhas, que há 28 anos é fotógrafo da prefeitura do Rio e atualmente trabalha na Subsecretaria de Patrimônio Cultural.

Cesar agradece os elogios e revela que a opção por usar aparelhos com jeitão de obsoletos já rendeu cenas inusitadas:

– Já aconteceu de me confundirem com um lambe-lambe – diverte-se. – Desde que comecei a fotografar me identifiquei com as câmeras de grandes formatos, com negativos de 10x12cm ou 12×18 cm ou de 6x17cm, por exemplo. Até por causa do tamanho e do peso da câmera, trabalho de forma lenta. Passo um período montando o equipamento, analisando, e não faço 500 fotos para escolher a melhor. Levo poucas chapas – explica Cesar, que tem preferência por paisagens, sem a presença da figura humana.

Fonte: http://goo.gl/fqOVv


Sobre o autor

ATENÇÃO: OS TEXTOS, MATÉRIAS TÉCNICAS, APRESENTADAS NESSE BLOG SÃO PESQUISADAS, SELECIONADAS E PRODUZIDAS PELOS ALUNOS, PROFESSORES E COLABORADORES DA FOCUS PARA USO MERAMENTE DIDÁTICO E COMPLEMENTAR ÁS AULAS DE FOTOGRAFIA NAS MODALIDADES DE CURSOS PRESENCIAIS OU A DISTÂNCIA EAD, MANTIDOS PELA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA, SEM QUALQUER OUTRO TIPO DE PROPÓSITO, RELEVÂNCIA OU CONOTAÇÃO. PARA MAIORES INFORMAÇÕES CONSULTE https://focusfoto.com.br A Focus é a única escola de fotografia no Brasil, que oferece ao aluno o direito de obter seu REGISTRO LEGALIZADO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL, emitido pelo Ministério do Trabalho, por meio de cursos com carga horária total de 350 horas, incluindo períodos de estágio, preparo e defesa de TCC OS CURSOS DA FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA SÃO RECONHECIDOS PELA LEI N. 9.394, ARTIGO 44, INCISO 1 (LEI DE EDUCAÇÃO) O REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL é unificado, sendo o mesmo obtido pelas melhores Universidades Públicas do Estado de São Paulo. E você poderá obtê-lo EM QUALQUER MODALIDADE DE CURSOS DA FOCUS, presenciais ou a distância EAD em menos de 6 meses de curso. O aluno obterá seu REGISTRO DE FOTÓGRAFO PROFISSIONAL diretamente nas agências regionais do Ministério do Trabalho e Emprego. Este registro é fundamental para o exercício legal da profissão, constituição de seu próprio negócio, ingressos em concursos públicos e processos admissionários em empresas de fotografia, públicas ou particulares, bancos de imagens, agências de notícias, jornalismo e consularização de seu registro de fotógrafo, caso queira trabalhar em outros países ou Ongs. Internacionais, como "FOTÓGRAFOS SEM FRONTEIRAS" entre outras modalidades. SEJA FOTÓGRAFO DEVIDAMENTE REGULAMENTADO. QUALIDADE E EXCELÊNCIA EM EDUCAÇÃO FOTOGRÁFICA É NOSSO DIFERENCIAL HÁ MAIS DE QUATRO DÉCADAS. Os alunos recém-formados pela Focus competem em nível de igualdade com fotógrafos profissionais que estão no mercado há mais de 30 anos. Na FOCUS, o aluno entra no mercado de trabalho pela porta da frente! Os alunos, após formados, são encaminhados para o mercado de trabalho. Cursos 100% práticos, apostilados e com plantão de dúvidas. Faça bem feito, faça Focus! Há mais de 44 anos formando novos profissionais. AUTOR DO PROJETO e MEDIADOR DESSE BLOG: Prof. Dr. Enio Leite Alves, Professor Titular aposentado da Universidade de São Paulo, nascido em São Paulo, SP, 1953. PROF. DR. ENIO LEITE: Área de atuação: Fotografia educacional, fotografia autoral, fotojornalismo, moda, propaganda e publicidade. Pesquisador iconográfico. Sociólogo, jornalista, físico, fotoquímico, inventor e docente universitário. Fotografo de imprensa desde 1967, prestando serviços para os Diários Associados e professor do Sesc e do Curso de Artes Fotográficas Senac Dr. Vila Nova, São Paulo. Fotografo do Jornal da Tarde em 1972 -1973. Em 1975, funda a FOCUS – ESCOLA DE FOTOGRAFIA, primeira instituição de ensino técnico e tecnológico da AMÉRICA LATINA. No mesmo ano, suas fotos são premiadas na 13ª Bienal Internacional de São Paulo, quando a fotografia passa a reconhecida pela primeira vez como obra de valor artístico. Enio Leite, fundador do MOVIMENTO PHOTOUSP no início dos anos 70, com Raul Garcez e Sergio Burgi, entre outros, no centro acadêmico da Escola Politécnica, na Cidade Universitária, São Paulo-SP. Professor de fotografia publicitária da Escola Superior de Propaganda e Marketing, (ESPM), 1982 a 1984. Mestre em Ciências da Comunicação em 1990, pela Escola de Comunicação e Artes, USP. Doutor em História da Fotografia, Fotoquímica, Óptica fotográfica e Fotografia Publicitária Digital, em 1993, pela UNIZH, Suíça. No ano de 1997 obteve Livre Docência na Universitá Degli Studi di Roma Tre. Professor convidado pela Miami Dade University, Flórida, 1995. Pesquisador e escritor, publicou o primeiro livro didático em língua portuguesa sobre fotografia digital, Editora Viena, São Paulo, maio 2011, já na quarta edição e presente nas principais universidades brasileiras portuguesas. Colabora com artigos, ensaios, pesquisas e títulos sobre fotoquímica, radioquímica, técnica fotográfica, tecnologia digital da imagem, semiótica e filosofia da imagem para publicações especializadas nacionais e internacionais. (Fonte: Agência Estado - 12/03/2019)

Deixe seu comentário

  • (não será mostrado)