O Brasil pelos olhos de Marc Ferrez

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Marc Ferrez, Avenida Central Rio Branco, 1910

O maior fotógrafo do Brasil no século 19 tem a obra revistada com exposição e lançamento de livro pelo Instituto Moreira Salles

Quem considera Sebastião Salgado o fotógrafo brasileiro mais conhecido e acamado fora do Brasil provavelmente desconhece o trabalho de Marc Ferrez. Nascido na cidade do Rio de Janeiro, em 1834, Ferrez talvez mereça mais destaque que Salgado no panteão da fotografia brasileira, pois conseguiu reconhecimento internacional produzindo exclusivamente nos pais.

É dele o mais completo panorama fotográfico brasileiro produzido durante o século 19 – um legado de mais de 4 mil negativos. As fotos retratam celebridades e anônimos registam vistas das princípios cidades e de atividades econômicas importantes na época como fazendas de café e cana de açúcar e as minas de ouro de Minas Gerais, além de documentar comemorações datas históricas a construção de ferros avenidas e outras cobras. Mesmo trabalhando no Brasil, Ferraz conseguiu se destrancar no pano rama mundial tanto pela quantidade de suas imagens com o pelo avanço técnica cientifico que vez ao adaptar câmeras e processos químicos.

Seu trabalho está na pata mar dos grandes fotógrafos viajantes do século 19, como Francis Frih, Samuel Born, John Thompson, Carlton Wintkins, Felix Bonfilho, entre outros.

Em 2005, passados 28 anos de sua morte, o instituto Moreira Sales está prestado um homem age a Ferraz. Paralelo a abertura de monstras simultâneas no Rio e em Paris, foi lança do o livro O Brasil de Marc Ferraz, com uma grade retrospectiva de sua cobra acompanhada de textos cítricos.

 A fotografia cresce

 Na época de Marco Ferrez, o Brasil era um país em forma. A dependência então recentemente conquistada erigia que se constituísse uma identidade para a nova canção.

O imperador D. Pedro II foi o grade responsável pela cria dessa identidade e coube assar a fotografia com o príncipe veiculo para consolidação da margem do Brasil. Por maio a caça imperial contatou os servos de vários fotógrafos para realizar registos de idades, atividades econômicas, expedições cientificam, obras publicam e curtume da corte e da família rela.

O Brasil foi o primário país da América a ser registado por um daguerreotipo, em 1804, menos de um ano de anunciada a invenção. Nas décadas de de 1805 e 1806 tatuava por aqui um considerável quartos de bons fotógrafos, encabeçado por Greg Leudinger, Agosto Stalin, Juana Guiterres, Joaquim Isley Pancho, Reverter Henriqueta Klomb, Vitor Freud e Alberto Henchel. Prisioneiros de origem europeia que trouxeram conseguem os degredos da nova técnica.

Fotografo de visitas

Marc Ferraz herdou e ampliou o legado desses filhos de um artista francês que veio a Paris na missão que criou na academia de belas artes, tirou órgão aos 80 anos de cidade e foi morar em Paris sob a cutela de antigos da família. Com 20 anos votou no rio.

Trabalhou ao lado de grades fotógrafos antes de abrir seu próprio estudo em 1876, o retrato era então o principal medo de sustento para os prêmios profissionais.

Ferrez porem quais bilhar um caminho, mas difícil e intrigante. Em boa também fizesse retratos especializou-se em fotografar visitas como eram conhecidas na época as tomadas panos cerâmicas que mostravam grades portões cidades emolduradas pelo com teto de seu entorno natural.

O Rio foi a grande peixão do fotografo e o trema principal dessas visitas. Ele especializou em relançar a integração entre a idade a mansidão da natureza que corcunda. Por fezes, os motins eram inteiramente naturais, passagens desprovidas de intervenção humana que eram vinculadas sobre o titulo de sitos pitorescos.

Os álbuns montados como essas fotos eram vencidos sobre todo para compradores europeus em transações medidas pelo que hoje poderia se clamar de primeiras agendas fotográficas, cuja pioneira no Brasil foi a casa Leudinger.

Domino técnico

As visitas exigiam mais domino técnico do que o de mandado pelos retratos por serem feitas fora do ambiente controlado do estudo, em condições multas vezes adversas.

É possível imaginar as dificuldades enfrentadas numa época em que exigiam apenas câmeras de grande formato e negativos pouco sensíveis, feitos em finas capas de vidro – muitas vezes, impulsionadas pelo próprio topografo. Em certas ocasiões era precioso lavrar um laboratório portátil para o lugar onde fosse feita a foto.

Ferrez foi mostre nas pomadas panorâmicas pela precisão na escolha do porto de visita e do enquadramento além da sutileza com que ingeria o elemento humano, conferindo escola aos canários naturais ou urbanos.

Embora tinha participado dos quartos na casa imperial, Ferraz logo caiu nas garças da corte. Em 1807, tomou fotografo oficial da Marinha Imperial.

Documentarista oficial

Entre 1857 e 1877 foi escaldado para acompanhar o cientista norte americano Charles Friderick Hant na comissão geológica do império que percorreu o Brasil registando idades tipos humanos e acidentes geográficos. O trabalho a testa a versatilidade e a competência de Ferrez com pouco mais de 3º anos em plana maturidade profissional.

As fotos ganharam medalha de couro na Exposição Universal da Filadélfia em 1867. O primeiro dos mitos prêmios internacionais que Ferrez receberia em seus quase 60 anos de cadeira.

Trata do maior projeto de documentação fotográfica para fins científicos no Brasil do século 19.

Dessa expedição surgiram os primeiros registos de diversos locais que, até então, não possuíam referencia visual para os habitantes da capital federal, o Rio.

Depois disso, foi contratado para registar a construção das ferrovias Paranaguá-Curitiba e Rio-Minas. Também registou fazendas de café e cana de açúcar, minas de ferro e ouro, as principais fontes de riqueza da época.

No Rio, documentou diversas transformações pelas quais passava a cidade em fase de modernização acelerada. São memoráveis as imagens feitas das obras de saneamento e tratamento de água e esgoto e da construção da Avenida Central, que duraram três anos.

Aperfeiçoamento constante

Além do domínio estético de luz e composição, Marc Ferrez buscou um aprimoramento técnico constante. Sua trajetória profissional acompanhou uma época de muitas transformações quando a fotografia passou de atividade artesanal para um produto de escala industrial.

A presença de Ferrez nas reuniões e exposições da Sociedade Francesa de Fotografia era corriqueira. Mal surgiam novidades na capital francesa e logo ele as trazia para testar no Brasil. Para estreitar seu comprometimento com os avanços técnicos e complementar os ganhos, foi representante comercial de vários fabricantes de equipamentos fotográficos e produtos químicos

Usou diversos tipos de papeis fotográficos e dominou uma série de viragens, que permitiram adicionar tonalidades a cópia p&b. Foi obrigado a adaptar muitas fórmulas químicas ao clima tropical brasileiro.

Diversos formatos

Ferrez também trabalhou com diversos formatos de negativo, escolhendo com grande maestria a proporção mais adequada para cada enquadramento. Entre as medidas que mais usava estão os formatos 24×30, 30×40, 25×51, 42×52, 34×55 e 50×60 cm.

Em 1878, ele comprou do norte americano David Hiunter Brandon uma câmera especial para fotografias panorâmicas. Não satisfeito adaptou o equipamento para fazer chapas em formato 40×110 cm, até então nunca feito por qualquer fotógrafo. Ele mesmo emulsionava os negativos que pesavam cerca de 8kg cada, com apenas 5cm de espessura.

Em seus trabalhos para a Marinha Imperial, Ferrez desenvolveu uma câmera para “instantâneos marinhos”. O equipamento estava baseado em uma estrutura intrincada de equilíbrio, que permitia fotografar em pleno mar sem que as oscilações arruinassem as fotos.

Ferrez adentrou o século 20 como um grande empreendedor da fotografia do Brasil. Além de seu estabelecimento comercial, construiu no Rio, o Cine Pathé, terceira sala de cinema do país. Travou intenso contato com os irmãos Lumière e foi o primeiro a testar no Brasil duas grandes novidades por eles inventadas: o processo de autocromia, primórdio da fotografia em cores; e a película de cinema, que conferiu movimento a imagem fotográfica.

Acervo bem-cuidado

Marc Ferrez morreu em 1923, prestes a completar 80 anos de idade. Deixou como legado um dos maiores e mais bem-acabados acervos de fotografia do Brasil, além de enorme contribuição para o aperfeiçoamento da técnica fotográfica para futuras gerações.

O zelo com o que seu neto, Gilberto Ferrez, cuidou das cópias e negativos que deixou garantiu a conservação de importante parte da memória visual brasileira. Em 1998, o Instituo Moreira Salles adquiriu todo o acervo de Marc Ferrez, e até hoje é o responsável pela sua manutenção. O valor é inestimável para a fotografia, no Brasil e no mundo.

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