O Drama Silencioso da Fotografia

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Lelia e Sebastiao Salgado. Aymores. Minas Gerais. Brasil. Outubro de 2006

Vídeo: TED – Ideas Worth Spreading.
Tradução: Isabel Villan. Revisão: Marina Jaskulski

Nesta conferência proferida no TED, ele conta sua história pessoal de desempenho numa arte que quase lhe custou a vida.

Ele mostra também imagens tira-fôlego dos seus últimos trabalhos, notadamente o livro Gênesis, que documenta lugares remotos do globo e os povos que neles habitam.
Vídeo: Conferência de Sebastião Salgado no TED. Tradução integral da conferência de Sebastião Salgado

PhD em economia, Sebastião Salgado tinha mais de trinta anos quando começou a fotografar. Mas para ele essa arte logo se tornou uma obsessão. Seus projetos fotográficos, extensos e ambiciosos, registram o lado humano da história global na qual morte, miséria, destruição e decadência são constantes.

Não tenho certeza se todas as pessoas aqui conhecem minhas fotografias. Quero começar a mostrar-lhes algumas fotos, depois falarei. Devo contar-lhes um pouquinho de minha história, porque estaremos falando disso durante minha palestra aqui. Nasci em 1944, no Brasil, numa época em que o Brasil não era ainda uma economia de mercado. Nasci em uma fazenda, uma fazenda que era mais de 50 por cento floresta tropical [ainda].

Um local maravilhoso. Vivi com pássaros incríveis, animais incríveis, nadei em pequenos rios com jacarés. Aproximadamente 35 famílias viviam nessa fazenda, e tudo que era produzido nessa fazenda, nós consumíamos. Muito poucas coisas iam para o mercado. Uma vez por ano, a única coisa que ia para o mercado era o gado produzido, e fazíamos viagens de mais ou menos 45 dias para chegar ao abatedouro, trazendo milhares de cabeças de gado, e cerca de 20 dias de viagem para voltar à nossa fazenda novamente.

Quando eu tinha 15 anos, foi necessário que eu deixasse esse lugar e fosse para uma cidade um pouco maior — muito maior — onde fiz a segunda parte da escola secundária. Lá aprendi coisas diferentes. O Brasil estava começando a se organizar, a se industrializar, e eu conheci a política. Tornei-me um pouco radical, era membro de partidos de esquerda, e transformei-me em um ativista. Fui à universidade para ser um economista.

Fiz um mestrado em economia. E a coisa mais importante em minha vida também aconteceu nessa época. Encontrei uma garota incrível que se tornou minha melhor amiga pela vida, minha sócia em tudo que fiz até agora, minha esposa, Lélia Wanick Salgado. O Brasil radicalizou-se muito fortemente. Lutamos duramente contra a ditadura, num certo momento foi necessário para todos nós: ir para um local clandestino com as armas nas nossas mãos ou deixar o Brasil. Éramos muito jovens, e nossa organização achou que era melhor para nós sair, e fomos para a França, onde fiz um doutorado em economia, Lélia tornou-se arquiteta.

Trabalhei depois para um banco de investimento. Fizemos muitas viagens, desenvolvimento financiado, projetos econômicos na África com o Banco Mundial. E um dia a fotografia fez uma invasão total na minha vida. Tornei-me um fotógrafo, abandonei tudo e tornei-me um fotógrafo, e comecei a fazer a fotografia que era importante para mim.

Muitas pessoas me dizem: você é um fotojornalista, você é um fotógrafo antropologista, você é um fotógrafo ativista. Mas fiz muito mais que isso. Coloquei a fotografia como minha vida. Vivi completamente dentro da fotografia, realizando projetos de longo prazo, e quero mostrar-lhe algumas fotos de — novamente, vocês verão dentro dos projetos sociais, que prossegui, publiquei muitos livros sobre essas fotografias, mas mostrarei apenas algumas agora.

Nos anos 90, de 1994 a 2000, fotografei uma história chamada Migrações. Tornou-se um livro. Tornou-se um show. Mas, na época em que estava fotografando isso, passei por um momento muito difícil em minha vida, na maior parte em Ruanda. Vi a brutalidade total em Ruanda. Vi mortes aos milhares por dia, perdi minha fé em nossa espécie.

Não acreditava que fosse possível para nós viver muito mais, e comecei a ser atacado pelos meus próprios estafilococos. Comecei a ter infecções em todos os lugares. Quando fazia amor com minha mulher, não tinha esperma que saísse de mim; tinha sangue. Fui ver um médico de um amigo, em Paris, contei-lhe que estava completamente doente.

Ele me examinou longamente, e me disse: “Sebastião, você não está doente, sua próstata está perfeita. O que aconteceu é que você viu tantas mortes que você está morrendo. Você tem que parar. Pare. Você tem que parar, do contrário estará morto.”

E tomei a decisão de parar. Estava realmente transtornado com a fotografia, com tudo no mundo, e tomei a decisão de voltar para onde nasci. Foi uma grande coincidência. Era o momento em que meus pais se tornaram muito velhos. Tenho sete irmãs. Sou o único homem na minha família, e eles, juntos, decidiram transferir aquela terra para Lélia e para mim. Quando recebemos essa terra, a terra estava tão morta quanto eu.

Quando eu era criança, havia mais de 50 por cento de floresta tropical. Quando recebemos a terra, havia menos que meio por cento de floresta tropical, como em toda minha região. Para construir o desenvolvimento, o desenvolvimento brasileiro, destruímos muito de nossa floresta. Como vocês fizeram aqui, nos Estados Unidos, ou fizeram na Índia, em todos os lugares neste planeta. Para construir nosso desenvolvimento, chegamos a uma enorme contradição em que destruímos tudo a nosso redor.

Essa fazenda que tinha milhares de cabeças de gado tinha apenas algumas centenas, e não sabíamos como lidar com isso. E Lélia surgiu com uma ideia incrível, uma ideia louca. Ela disse: por que você não repõe a floresta tropical que havia aqui antes? Você diz que nasceu no paraíso. Vamos construir o paraíso novamente.

E fui ver um bom amigo, que era engenheiro florestal, para preparar um projeto para nós, e começamos. Começamos a plantar, e no primeiro ano perdemos muitas árvores, no segundo, menos, e lentamente, vagarosamente essa terra morta começou a nascer novamente. Começamos a plantar centenas de milhares de árvores, somente espécies do local, somente espécies nativas, com que construímos um ecossistema idêntico àquele que fora destruído, e a vida começou a voltar de uma forma incrível.

Foi necessário transformar nossa terra em um parque nacional. Transformamos. Devolvemos essa terra à natureza. Ela tornou-se um parque nacional. Criamos uma instituição chamada Instituto Terra, e construímos um enorme projeto ambiental para levantar dinheiro em todos os lugares. Aqui em Los Angeles, na Bay Area em São Francisco, tornou-se dedutível dos impostos nos Estados Unidos. Levantamos dinheiro na Espanha, na Itália, muito no Brasil.

Trabalhamos com muitas empresas no Brasil que colocaram dinheiro neste projeto, o governo. E a vida começou a vir, e tive um grande desejo de voltar para a fotografia, de fotografar novamente.  Nessa época, meu desejo era não mais fotografar apenas um animal que eu tinha fotografado toda minha vida: nós.

Queria fotografar os outros animais, fotografar as paisagens, fotografar a nós, mas nós no começo, no tempo em que vivíamos em equilíbrio com a natureza. E prossegui. Comecei no início de 2004 e terminei no final de 2011. Criamos uma quantia incrível de fotos, e o resultado — Lélia fez o ‘design’ de todos meus livros, o ‘design’ de todos meus shows. Ela é a criadora de meus shows. E o que queremos com essas fotos é criar uma discussão sobre o que temos que é primordial no planeta e que devemos manter neste planeta, se queremos viver, para ter equilíbrio em nossa vida.

E eu queria ver a nós quando usávamos, sim, nossos instrumentos de pedra. Nós existimos ainda. Semana passada, estive na Fundação Nacional do Índio, e apenas no Amazonas temos mais ou menos 110 grupos de índios que não foram contatados ainda. Temos que proteger a floresta nesse sentido.

E com essas fotos, espero que possamos criar informação, um sistema de informação. Tentamos fazer uma nova apresentação do planeta, e quero mostrar-lhes agora algumas fotos desse projeto, por favor.

 Bem, isto — (Aplausos) —

Obrigado. Muito obrigado. Isto é aquilo por que devemos lutar fortemente para manter como está agora.

Mas há uma outra parte que devemos reconstruir juntos, construir nossas sociedades, nossa família moderna de sociedades, estamos em um ponto em que não podemos voltar. Mas criamos uma contradição incrível.

Para construir tudo isso, nós destruímos muito. Nossa floresta, no Brasil, aquela floresta antiga que era do tamanho da Califórnia, está 93 por cento destruída hoje. Aqui, na Costa Oeste, vocês destruíram sua floresta. Aqui em redor, não? As florestas vermelhas se foram. Foram muito rápido, desapareceram.

Outro dia, vindo de Atlanta, aqui, dois dias atrás, eu voava sobre desertos que nós fizemos, nós causamos com nossas próprias mãos. A Índia não tem mais árvores. A Espanha não tem mais árvores. E devemos reconstruir essas florestas. Isso é o sentido de nossa vida, essas florestas. Precisamos respirar.

A única fábrica capaz de transformar CO2 em oxigênio são as florestas. A única máquina capaz de capturar o carbono que estamos produzindo, sempre, mesmo se reduzirmos, para tudo que fazemos, produzimos CO2, são as árvores. Coloco a questão — três ou quatro semanas atrás, vimos nos jornais milhões de peixes que morreram na Noruega.

Falta de oxigênio na água. Coloquei para mim mesmo a questão, se por um momento, não teremos falta de oxigênio para todas as espécies animais, inclusive a nossa — isso seria muito complicado para nós. Para o sistema de águas, as árvores são essenciais. Vou dar-lhes um pequeno exemplo que entenderão facilmente. Vocês, pessoas felizes que têm muito cabelo na cabeça, se tomam um banho, leva duas ou três horas para o cabelo secar, se não usam um secador. Para mim, um minuto, está seco.

O mesmo acontece com as árvores. As árvores são os cabelos de nosso planeta. Quando chove em um lugar que não tem árvores, em poucos minutos, a água chega à correnteza, traz solo, destrói nossa fonte de água, destrói os rios, e não há umidade para reter. Quando temos árvores, o sistema de raízes segura a água. Todos os galhos das árvores, as folhas que caem criam uma área úmida, e leva meses e meses para que a água vá para os rios, e mantém nossa fonte, mantém nossos rios.

Esta é a coisa mais importante, quando pensamos que necessitamos de água para toda atividade na vida. Quero mostrar-lhes agora, para encerrar, algumas fotos que para mim são muito importantes nesse sentido. Lembram-se de que contei a vocês, quando recebi a fazenda de meus pais que era meu paraíso, que era a fazenda.

Terra completamente destruída, erosão, a terra tinha secado. Mas podem ver nesta foto, estávamos começando a construir um centro educacional que se tornou um centro ambiental muito grande no Brasil. Vocês veem muitos pontos úmidos nesta foto. Em cada um desses pontos, plantamos uma árvore. Há milhares de árvores. Agora vou mostrar-lhes as fotos feitas exatamente no mesmo local, dois meses atrás. Disse-lhes no começo que era necessário plantar aproximadamente 2.5 milhões de árvores de cerca de 200 espécies diferentes para reconstruir o ecossistema.

E vou mostrar a última foto. Estamos com dois milhões de árvores no chão agora. Estamos fazendo a retirada de mais ou menos 100.000 toneladas de carbono com essas árvores. Meu amigos, é muito fácil de fazer, Fizemos isso, não? Por um acidente que aconteceu comigo, voltamos, construímos um ecossistema.

Nós aqui nesta sala, acredito que tenhamos a mesma preocupação, e o modelo que criamos no Brasil, podemos transplantá-lo aqui. Podemos usá-lo em todos os lugares no mundo, não? E acredito que podemos fazer isso juntos. Muito obrigado.

Sobre o autor

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