O estúdio fotográfico: Retrato

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Retratos, autoria do fotógrafo carioca Militão Augusto de Azevedo, meados século XIX, São Paulo/SP

Neste artigo abordaremos uma das práticas mais recorrentes no estúdio fotográfico – o retrato. Iniciaremos com um pouco da história do retrato em estúdio. Temos por definição que retrato é a reprodução da imagem de uma pessoa através da pintura, desenho, escultura ou fotografia. Essa representação pode se dar de forma individual ou em grupo. A primeira intenção de um retrato é tornar o fotografado reconhecível, semelhante à sua existência. Podemos falar ainda na captação de uma expressão que represente sua personalidade.

Desde o princípio da representação do homem, há 20 000 anos nas paredes da caverna de Lacaux, a figura humana é o mais importante assunto da representação pictórica. Na pintura o retrato passa a ser executado de forma acadêmica no século XIV. A partir daí, ocupa um lugar de destaque na arte européia, atravessando diferentes escolas e estilos artísticos. Com o surgimento de uma nova técnica em 1839, a fotografia, os olhos do homem voltaram-se mais uma vez para a forma humana. A fotografia demorou ainda alguns anos para aperfeiçoar o equipamento de câmera e os materiais fotossensíveis, uma vez que os daguerreótipos levavam de 20 a 30 minutos para se sensibilizarem à luz e formar uma imagem. Devido ao longo tempo de exposição, o retratado era apoiado sobre suportes chamados de prendedores de cabeça. Esses suportes eram usados para evitar movimentos do sujeito, que acarretaria a representação do movimento e a imagem apareceria borrada. Devido aos avanços tecnológicos da Revolução Industrial, as objetivas cada vez mais representavam as pessoas de forma realista, o que proporcionou uma competição acirrada entre fotógrafos e pintores. As câmeras se tornaram menores, de manuseio e transporte mais simplificado, colaborando com o crescimento da atividade fotográfica.

O retrato fotográfico começou a ser tratado de forma comercial a partir de 1840. A atividade era executada em estúdio em virtude do processo pouco desenvolvido, dando condição ao fotógrafo de maior controle da situação. O material fotossensível utilizado na época era o Daguerreótipo, que perdurou atém meados dos anos de 1860. A inovação tecnológica despertou o interesse da burguesia que através do novo processo, buscava a ascensão social, ostentação e visibilidade na sociedade.

Diferente da pintura em que o artista podia criar a luz através de seu imaginário, o fotógrafo dependia de uma situação existente e o tipo de luz presente nas imagens era a luz natural, proveniente do sol. O fato de o fotógrafo ficar sujeito às intempéries do tempo o obrigava a estabelecer seu estúdio no último andar de edifícios ou em estabelecimentos que possuíssem janelas que possibilitassem grande incidência de luz. Os estúdios eram adaptados com telhados de vidro ou grandes clarabóias.

O primeiro fotógrafo a utilizar luz artificial, iniciando uma nova era no retrato fotográfico, foi o francês Gaspard Mix Tournachon, conhecido na história da fotografia por seu pseudônimo Félix Nadar. Nadar era jornalista e boêmio e circulava entre os artistas e escritores, facilitando sua aproximação para realizar retratos de celebridades da época e divulgar sua atividade.

Um tipo de fotografia realizados nos estúdios da época eram os carte de visite ou cartão de visita, desenvolvido pelo também francês André-Adolphe-Eugène Disdéri, por volta de 1854. Os cartões de visita disseminaram a arte do retrato, conferindo ao fotografado status e distinção social. Eram produzidos para os nobres, aristocratas e a classe burguesa. Esse tipo de fotografia se tornou muito popular. Os cartões eram trocados por parentes e amigos. Muitas vezes os cartões eram autografados pelo fotografado em sua parte inferior, abaixo da imagem. Também foi muito utilizado pelos políticos e artistas.

O Brasil contou com grandes fotógrafos de retrato de estúdio e praticantes dos cartões de visita. Entre eles, o que mais se destacou foi o carioca Militão Augusto de Azevedo. Com estúdio estabelecido em São Paulo, produziu inúmeros carte de visite para personalidades, mas inovou atendendo a preços populares. Seu estúdio era frequentado pela população negra livre, o que gerou um grande material de estudo etnográfico.

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