O FOTOJORNALISMO INDEPENDENTE: OS NOVOS CAMINHOS E AS AGENCIAS DE FOTOGRAFOS

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Equipe de fotojornalistas da  extinta agência f4.

Da mesma forma que uma andorinha não faz verão, um fotografo independente sozinho não é forte o suficiente para ‘furar’ o mercado das grandes empresas jornalísticas. A solução tem sido as agencias de fotógrafos, que reúnem um grupo com os mesmos objetivos: ter liberdade de pauta, discutir os trabalhos realizados, se aprofundar nas reportagens e sobretudo lutar pelos direitos. Como integrante de uma agencia de fotógrafos, o fotografo é dono dos seus arquivos e é pago cada vez que uma fotografia sua é publicada em qualquer lugar.

A ideia do fotojornalismo independente surgiu na França após a II Guerra Mundial. A pioneira foi a Agencia Cooperativa Magnum, fundada em 1947 em Paris, por quatro fotógrafos. O movimento de reconstrução da Europa e o progresso tecnológico exigido pela destruição da guerra proporcionaram a criação de uma forma nova de fazer e comercializar a fotografia e discutir sua função. Paris, pela sua importância geográfica e ideológica, facilitava isso. A criação dessa nova forma de agenciar imagens viria modificar toda a historia do fotojornalismo no mundo.

A Magnum surgiu liderada pelo fotografo húngaro Robert Capa (1913-1954) que já fotografava guerra desde os anos 30. Ele cobriu a guerra Mundial com lentes normais, o que fez com que Robert Capa se transformasse em um dos mais importantes fotógrafos europeus do nosso século. Capa morreu na guerra do Vietnam em 25 de maio de 1954, explodindo junto com uma mina. Participaram também da agencia o fotografo polonês David Seymour ‘O Chim’ (1911-1956), o francês Henri Cartier Bressson (1908 – 2004) e o inglês George Rodge (?). O primeiro escritório da Magnum surgiu em um apartamento de quarto e sala no 125 rue Faubourg Saint-Honoé, em Paris, com instalações precárias e um telefone. O sucesso e a repercussão foram tamanhos que nos anos seguintes se juntou aos quatro grande parte dos principais fotógrafos europeus e norte americanos como Ernest Hass, Werner Bischop, René Burri, Inge Morath e Cornel Capa, irmão de Robert Capa e na época diretor da Magnum. Isso transformou a Magnum (nome tirado de uma enorme garrafa de champage) em um símbolo da fotografia até os nossos dias.

A Magnum nunca deixou de ser uma agencia em forma de cooperativa onde são os fotógrafos associados que decidem o rumos e as orientações dos trabalhos a serem realizados. A partir dessa experiência, diversas agencias em todo o mundo foram surgindo. Podemos destacar as agencias Gamma e Viva (francesas), a Agencia tio (grupo dos dez), surgida em 1958 na Suecia e a Agencia F4, surgida em fins de 1978 em São Paulo.

O ano de 1978 foi importante para a fotografia e para a vida brasileira em função da greve dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo em maio. Foi uma greve pacifica. O segundo motivo foi a disposição da revista Isto É de editar o material de boa qualidade produzido pelos fotógrafos independentes. Isso deu oportunidade para a fundação de dois grupos de fotógrafos independentes em São Paulo, para onde profissionais de varias partes do Brasil se dirigiam: a Agencia central e a Agencia F4. A Central durou pouco e a F4 vingou.

A Agencia F4 (nome escolhido sem muita preocupação em função de terem sido quatros os fundadores) surgiu nos moldes da Magnum, polarizada no fotografo Juca Martins. Participaram com ele da fundação os fotógrafos Nair Benedicto, Ricardo Malta e Delfim Martins, tendo se juntado a eles logo em seguida Eduardo Simões e Mauricio Simoneti, além de um grande numero de fotógrafos do pais inteiro, que participaram nos primeiros anos da agencia como colaboradores.

Em 1981, já faziam parte da Agencia Luis Humberto (Brasília); Júlio Bernardes e Cláudio Versiani (Belo Horizinte) ; Cristina Zappa, Maria Elisa Ramos, João Poppe, Renato Aguiar, Ricardo Azoury, Ricardo Beliel e Zeca Guimaraes (Rio) ; Miguel Chicaoca (Belém) ; Izabel Garcia (Salvador) ; Saulo Petean ( Rio Branco) ; e Julia Weise (Bolívia).

Dessa primeira fase, familiar e artesanal (1979-1982), a F4 passou para uma segunda fase, empresarial ( a paritr de 1982), marcada pela organização em sociedade limitada com dois sócios fora de São Paulo. O grupo sempre foi liderado por duas personalidades marcantes e combativas: Juca Martins e Nair Benedicto, que formariam um casal na profissão e na vida. Esses dois fotógrafos extrapolaram os limites da agencia e influenciaram uma enorme quantidade de profissionais da fotografia surgidos no final dos anos 70 e inicio dos anos 80 no Brasil.

Juca Martins já contava com uma grande experiência como fotografo, que nunca se habituava aos modelos do até então tradicional emprego do fotografo em jornal. Como independente foi o primeiro fotografo a se aproximar e tomar parte ativa nos acontecimentos brasileiros sem o escudo de uma grande empresa. Foi o primeiro a fotografar a violência da policia brasileira de perto e profundamente. Não só o de fotografar, como o de editar e vasculhar editores em busca de publicação para a fotografia independente. Foi Juca Martins, por exemplo, quem convenceu Mino Carta, então editor da revista Isto É, a publicar as denuncias fotográficas contra o policial denominado ‘Kojak”, que atuava nas greves do ABC paulista reprimindo as manifestações de rua. Kojak era cabo eleitoral do governador Paulo Maluf.

Foi também Juca Martins quem fotografou com grande angular as prisões das prostitutas e travestis de São Paulo, feitas com policiais sanguinários e tarados. Numa mesma sequencia, surpreendente, um mesmo policial foi flagrado em uma expressão de desejo pelo travesti e em fotografias seguintes o mesmo policial surra o mesmo travesti. Juca Martins também foi o primeiro fotografo a ir a guerras internacionais por conta própria, como a guerra de El Salvador e a guerra do Líbano.

Nair Bebedicto, outro pilar sólido dos fotógrafos independentes, foi a primeira fotógrafa mulher a participar de manifestações, até então feitas por homens. Sempre participou com voz ativa dos principais movimentos, encontros e reuniões realizados em todo o país, pela dignidade e honra da profissão de fotografo. Em seu trabalho fotográfico, Nair Benedicto modificou com enorme sensibilidade a visão que se tinha das classes minoritárias, fotografando a cultura popular noturna, embrenhando-se em forrós populares, dissecando a posição da mulher. Iniciando pelos índios e continuando pelos trabalhadores sem terra, Nair Benedicto tem prosseguido progressista, que permite uma nova visão da população brasileira e por, conseguinte, uma nova visão do fotojornalismo.

O mercado cresceu e os sócios da agencia F4, tomaram novos rumos.

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