O NOVO CAPÍTULO DA FOTOGRAFIA DIGITAL TROUXE MUDANÇAS RADICAIS

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Câmeras presentes em celulares estão inovando setor de fotografia digital

Não podemos negar que a fotografia digital mudou muito desde que foi criada, e os últimos 20 anos foram verdadeiramente revolucionários.

Victor Pacheco/Showmetevh

Lembra quando era necessário colocar um filme em uma câmera para tirar fotos? Hoje em dia é preciso apenas um sensor de imagem digital.

Uma das melhores funcionalidades já inventadas para quem gosta de fazer fotos é a fotografia computacional. Em um breve resumo, essa tecnologia consegue reconhecer os objetos, rostos (de pessoas ou animais), e ambientes, para otimizar a imagem capturada.

Um exemplo mais claro é o smartphone Google Pixel, que possui uma “câmera inteligente” capaz de não apenas reconhecer e identificar o ambiente onde está, mas também de coletar informações para conseguir melhorar a imagem ao máximo. Você consegue ter uma boa fotografia sem precisar carregar um material de fotografia profissional.

Outra tecnologia recente é a mirrorless, que também consegue reduzir o tamanho das câmeras.

Um novo modelo de câmera

Câmeras mirrorless, como o próprio nome sugere, não possuem espelhos para redimensionar a imagem para  o visor ótico. Isso significa que 100% da imagem que o sensor está “vendo” é capturada. Essas câmeras também são híbridas, permitindo que várias lentes sejam encaixadas em um mesmo produto.

Essas duas tecnologias (mirrorless e fotografia computacional) serão as responsáveis por mudar o setor da fotografia digital daqui pra frente e antigas suposições sobre óptica estão sendo reconsideradas, e até descartadas.

 Phase One é uma empresa dinamarquesa que fabrica câmeras premium de 151megapixels que custam em média US $ 52.000 cada. O seu vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento disse que as previsões para a próxima década são de mudanças gigantes:

“As câmeras vão mudar nos próximos 10 anos mais do que nos últimos 10.”

É importante ressaltar que as mudanças vão impactar não apenas os profissionais de fotografia, e sim todos nós.  Selfies, paisagens, e retratos de família: tudo vai ficar melhor.

Fotografia computacional: mudando paradigmas

Durante um bom tempo, um fato que não era discutido por todo o público foi: quanto maior a câmera, melhor a qualidade da imagem que ela capturava.

Podemos tomar como exemplo as lentes de cinema, que abrigavam grandes quadros de capturas e lentes enormes, o que também significava um material grande, e pesado.

Um dos celulares mais avançados nessa questão de fotografia computacional é o Google Pixel 3, lançado em outubro desse ano.

Veja o que a câmera pode fazer:

. Combina até 9 quadros em uma única foto com uma tecnologia HDR+, que captura detalhes em fotos noturnas e realça o brilho;

. Monitora o movimento de suas mãos para tirar a foto no melhor momento;

. Compara várias fotos para encontrar aquela “imagem perfeita”, sem pessoas piscando ou expressões faciais estranhas;

. Ilumina as partes da imagem onde os humanos estão, suavizando a pelo e deixando com um aspecto melhor;

. Zoom melhorado que captura mais dados sobre a cena a partir de várias capturas, utilizando a inteligência artificial para usar a melhor forma de expandir uma foto;

. Fotografa em condições precárias, unificando várias fotos por meio de uma tecnologia chamada visão noturna (nigth vision).

Isaac Reynolds, gerente de produto da câmera Pixel do Google, disse que a empresa ressalta que grande parte do desempenho e recursos da câmera do smartphone não são decorrentes da lente ou do sensor, e sim do software que está sendo executado no chip do telefone, unificando e melhorando as fotos.

O Google Pixel 3 possui um recurso de fotografia computacional chamado Night Sight, e o smartphone desenvolvido pelo Google consegue capturar uma foto que desafie uma câmera SLR Canon 5D Mark IV de US$ 4.000. Obviamente que o sensor da câmera profissional é maior, mas o telefone combina várias fotos para reduzir o ruído e melhoras as cores. Isaac também reforçou a importância da câmera do celular:

“Você está vendo uma redefinição do que é uma câmera”, disse Reynolds. “O Pixel 3 é uma das câmeras mais baseadas em software do mundo.”

Celulares estão vendo em 3D

Há dois anos atrás, o iPhone 7 começou a usar duas câmeras traseiras, o que permite ao telefone avaliar a distância de cada elemento que está na cena. O hardware de computação do telefone, em seguida, constrói uma camada de informação baseada em 3D, chamada “mapa de profundidade”, na qual cada pixel de uma foto contém informações de cor e espaço.

Quando começou a ser desenvolvida, a Apple pegou essa tecnologia e recriou um estilo de fotografia que requer lentes que estão presentes em câmeras caras. Essas lentes podiam capturar uma ponte de campo rasa que focalizasse na pessoa ou objeto, mas deixasse o fundo desfocado (algo semelhante ao efeito bokeh). A empresa consegui fazer isso usando apenas o software para conseguir desfocar o fundo da foto.

Mas o mapa de profundidade tem muito mais a oferecer. Com o Lightroom, software de edição e catalogação de fotos muito usado (desenvolvido pela Adobe), você pode editar uma foto com base nessas informações 3D. Há como, por exemplo iluminar seletivamente o que está em primeiro plano, enquanto deixa o fundo inalterado.

Uma câmera que gera mapas de profundidade confiáveis pode dar “material” para que os aplicativos de câmera consigam corrigir problemas que envolvam o brilho e equilíbrio de cores. Com isso, mesmo que uma foto seja editada, ela vai parecer natural.

Marc Levoy, que passou a usar o termo “fotografia computacional” em 2004, disse que estamos começando a evoluir nesse meio, e há um futuro promissor:

“Começamos a aprender que a fotografia computacional e a inteligência artificial são úteis para melhorar uma foto.”

Os modelos profissionais estão sendo substituídos

Conhecida por muitas pessoas, uma grande geração, não apenas de fotógrafos, cresceu usando SLRs -caso você não esteja lembrando, são as famosas câmeras de filme, mas essas eram mais profissionais. Esse nome é a abreviação de single lens reflex, onde um espelho é usado para refletir a luz da lente em um visor, e assim você consiga bater uma foto. Quando apertávamos o botão, o espelho se afastava e o obturador se abria, para que a luz alcançasse o filme. Mas elas foram substituídas.

Surgindo na década de 90, as DSLRs foram responsáveis por substituir o filme por um sensor de imagem e um cartão de memória. Mas apesar de soarem inovadoras, praticamente tudo estava igual: o espelho e o visor, o sistema de autofoco, e suporte para lentes removíveis(intercambiáveis). Também não levou muito tempo para uma nova geração de câmeras surgir e as “antigas” perderem espaço.

Agora, as câmeras sem espelho (as mirrorless, citadas no começo do texto) mudaram essa configuração que era considerada padrão, e estão descartando o espelho e o visor ótico. Todas as fotos são compostas usando um visor. Esse visor pode ser estar localizado na parte de trás da tela.

Os sensores das câmeras mirrorless estão sempre gravando. É como se estivessem gravando um vídeo durante todo o tempo que a câmera está ligada, mas boa parte do material é descartado. O conteúdo capturado só não é descartado quando apertamos o botão de captura e um quadro é salvo. Na verdade, esse design centrado em vídeo torna as câmeras sem espelho adeptas ao vídeo.

Mas o que há de tão bom nesse modelo? Ele permite uma câmera seja menor e mais leve, possibilitando também que as fotos sejam capturadas em silêncio. Você pode usar o foco automático em todo o quadro, o que torna mais fácil a captura de fotos á noite.

Canon e Nikon entrando no novo mercado de fotografia digital

Famosos no mercado de DSLRs, as duas empresas líderes no setorde fotografia entraram no mercado de câmeras sem espelho de alta qualidade esse ano. Os modelos Z7 e Z6 da Nikon e o EOS R. da Canon são a prova de que as duas empresas estão seguindo o exemplo da Sony, pois todos os modelos possuem grandes sensores “full-frame”, um dos melhores para capturar fotos coloridas e claras.

Nikon e Canon não estão eliminando suas eliminando suas SLRs tradicionais, mas seus modelos de câmera sem espelho foram criados justamente para essas empresas não ficarem de fora nesse mercado. A Panasonic, pioneira nesse mercado, anunciou que vai lançar dois modelos de câmeras sem espelho no ano que vem.

Esse nicho do mercado de fotografia não é tão acessível, mas os usuários percebem as diferenças logo no primeiro uso. O modelo Z7, da Nikon custa US$ 3.400 (R$ 13.066,00 em conversão direta), e se parece muito com um modelo DSLR, mas por dentro, ele não possui espelho.

Mas será que os smartphones irão ultrapassar as câmeras?

Podemos dizer que os fabricantes de câmeras profissionais estão se adaptando com as novidades. Mas será que eles não irão ser ultrapassados pelos desenvolvedores de smartphones?

Não há indício sde que fabricantes como Nikon e Canon utilizem os recursos de fotografia computacional. Apesar de nada os impedirem de aderir a isso, parece que isso é uma prioridade secundária. Ed Lee, analista da Keypoint Intelligence, disse que espera que o ritmo da mudança aumente, e comentou sobre a demora das atualizações chegarem:

“Os caras das câmeras têm que ver o que está acontecendo com os aparelhos e a fotografia computacional, e ver o que é adaptável às câmeras tradicionais.”

A cada ano, os smartphones estão ficando com cada vez mais habilidades de câmeras de alta qualidade, e já houveram celulares que capturaram fotos que foram usadas em capas de revistas famosas. Como esses celulares vendem várias unidades, isso motiva fabricantes de chips, como a Qualcomm, a melhorar cada vez mais esses recursos.

O novo chip da empresa americana, nomeado de Snapdragon 855, possui diversas funcionalidades de inteligência fotográfica, como por exemplo a capacidade de detectar, identificar, rastrear objetos em uma cena, e até mesmo mudar a cor do cabelo de uma pessoa em uma imagem. Ele também consegue criar mapas de profundidade e dar um jeito para as pessoas que balançam as mãos ao tirar fotos.

Finalizando esse assunto, vale ressaltar que muitas tecnologias ainda podem surgir, e resta saber em qual produto elas irão ser inseridas. P. Jacobowitz, Gerente de Marketing Sênior da Qualcomm, disse uma frase interessante sobre fotografia:

Neste livro, existem cerca de 50 capítulos. Estamos no capítulo dois.”

Fonte: https://goo.gl/yPHn26

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Sobre o autor

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