O QUE IMPORTA É SE VALE A PENA FOTOGRAFAR ALGO

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Observe sessões de fotografias de objetos que costumam ocorrer durante calmarias em uma sessão de fotos em um dia, enquanto você anda pelas ruas. Foto, galeria de Robert Doisneau, Paris, 1950

Fotógrafos continuam fotografando a medida que se movem de cenas cheias de pessoas para locais discretos.

Mas esse é um ponto de vista convencional; existem alguns fotógrafos que estão muito mais interessados em objetos e formas, de tal modo que mesmo um número mínimo de pessoas nas fotos distrairia a visão deles, Evidência clara de pessoas seria igualmente uma distração.

O fotografo californiano Trevor Hernandez, que curiosamente, é o mais conhecido como Gangculture, é um desses fotógrafos de rua singulares. Ele faz pouca referência a pessoas; até mesmo os cães em suas fotos são independentes. Em vez disso, seu foco é aquilo que pode ser chamado de coisas negligenciadas. Há objetos – caixas descartadas ou lixo- mas seu fascínio aparentemente é capturar coisas para as quais outras pessoas não olhariam.

Sua visão é tão consistente que se torna instigante; um close de cima da calçada não é nada mais é notado.

Algumas pessoas recolhem o lixo para ajudar a comunidade; outro coleciona coisas para mostrar aos outros.

Há prazer em colecionar objetos, e o impacto de toda coleção pode ser mais importante do que a fotografia única. Há uma longa tradição em fotografar cadeiras, por exemplo, como pode ser visto no livro Chairs, de Shirley C. Burdem (1985), que apresenta apenas cadeiras e inclui a dedicação: “Em Paris as cadeiras estão vivas e bem”.

Admito que os termos objeto, projeto e tema podem ser a mesma coisa quando aplicados a fotografia de rua e talvez aplicar a frase “objeto do desejo” possa ajudar a capturar o espírito da coleta. E objetos, provavelmente ao contrário das coisas que circundam nossos espaços vitais, podem ser bastante diferentes na rua. Cadeiras podem ser belas, como portas e janelas, mas qualquer um desses objetos se deteriorando pode ser igualmente estimulante para o olho.

Esses são objetos fixos, mas considere balões flutuando ao acaso na rua – parece que os vejo com frequência e os considero fascinantes.

Quais outros objetos tangíveis podem coletar? Certamente guarda-chuvas, que podem ser um projeto por si só, não apenas quando está chovendo, mas quando estão abertos pela metade como flores ou mesmo abandonados. Bonecas são pessoas pequenas e fáceis de fotografar.

CONCLUSÃO

Fotografar objetos é uma oportunidade de fotografar o que realmente nos interessa – nossas coleções devem ser sinceras e pessoais – quase como um diário. A questão primordial é que há uma longa e variedade tradição de fotografar objetos o tempo todo, mas quando são fotografados, eles podem se tornar algo diferente. É uma parte válida da fotografia de rua.

Considere fotógrafos de rua conhecidos por fotografar pessoas que se voltam para objetos.

Considere objetos que são funcionais e negligenciados.

Fotografe pessoas com objetos, em que o objeto é mais proeminente.

Fotografe objetos em decomposição na rua, frutas e flores, por exemplo.

Fotografe objetos abandonados como evidência das pessoas.

Não hesite, porque um objeto pode não estar lá muito tempo.

Analise a história da fotografia; todos os fotógrafos que tiraram fotos de objetos como manequins.

Aproveite para rever mais dicas sobre objetos de rua  nas suas apostilas, bibliografias e vídeos das aulas de fotografia dos cursos profissionalizante da Escola Focus.

CONFIRA TCC DE ALUNOS DA ESCOLA FOCUS!  https://focusfoto.com.br/tag/tcc/

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