“O terror psicológico foi grande”, diz fotógrafo da Mídia Ninja, preso em Porto Alegre

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Com exclusividade para a Fórum, Rafael Vilela fala sobre momentos de tensão: “Mandaram todos colocarem as mãos na parede e ficamos uma hora e meia com as mãos para cima, junto com outros ativistas do Levante Popular da Juventude”. Foto: YouTube

Revista Forum/Lucas Vasques 

A detenção de ativistas em Porto Alegre, depois do resultado do julgamento do recurso do ex-presidente Lula trouxe de volta a truculência característica da atuação da Polícia Militar, principalmente nos tempos da ditadura.

Rafael Vilela, jornalista que estava cobrindo os protestos na capital gaúcha para a Mídia Ninja, conta os momentos de tensão pelos quais passou, ao ser detido por volta de 18 horas desta quarta-feira (24) e liberado somente às 4h30 da manhã desta quinta (25).

“Estava acontecendo uma série de protestos depois do julgamento do Lula. Eu e mais alguns militantes da Mídia Ninja estávamos fotografando os protestos. Estava em um deles junto com outro fotógrafo, menor de idade, fazendo as imagens.

 Quando saímos da manifestação, a polícia fez uma barreira e começou a prender todo mundo. Mandaram todos colocarem as mãos na parede e ficamos uma hora e meia com as mãos para cima, junto com outros ativistas do Levante Popular da Juventude.

Alguns moradores locais passaram e ficaram zombando. Tiraram todos os nossos pertences, pegaram as câmeras, ficaram olhando os cartões, sumiram alguns cartões, fotos foram apagadas”, conta.

Rafael revela que um rapaz que passou e viu aquela “cena impressionante” foi detido na hora e ficou preso até 4 horas da manhã. “Depois disso, a gente entrou num ônibus da Polícia Militar. Passamos cerca de 40 minutos até chegar a outro ponto, que não sabíamos onde era.

Parecia um DP abandonado, onde ficamos mais 40 minutos dentro do ônibus esperando e, de lá, a gente foi para uma DP para fazer averiguação do rapaz menor de idade. Por isso, ele foi liberado primeiro, enquanto ficamos esperando no ônibus”.

Em seguida, segundo o jornalista, o ônibus foi para a 3 DP, onde permaneceram até a madrugada. “Lá eles chamaram um por um para fazer o fichamento. Nesse meio tempo, por meio de policiais que estavam claramente infiltrados, foram até a Casa do Levante Popular da Juventude, próximo de onde foi o protesto, e fizeram uma devassa no local.

Pegaram documentos, dois ou três computadores, câmeras, roupas e o que eles consideraram provas de alguma coisa, como bonés do MST, do Levante, casacos da Venezuela, coisas assim, meio bizarras, que eles pegaram como prova, como evidência”.

Intimidação

Ainda de acordo com Rafael, era um grupo de 28 pessoas detidas. “Ficamos horas no processo de fichamento, pois fomos detidos por volta das 18 horas e eu fui sair às 4h30 da manhã. Isso porque eu sou jornalista. Os outros ficaram detidos muito mais tempo e alguns ainda estão.

Na Casa de Detenção feminina tem 13 meninas do Levante e mais três meninos do Levante que estão no presídio geral. A gente tem a informação que há uma ordem de liberação, mas não foram liberados ainda.

Todo o processo correu de um jeito intimatório: levar de um lugar para outro, deixar esperando horas, sem comida, fazendo pressão, falando que a gente ia ser enquadrado na lei de terrorismo. Eles não agrediram fisicamente ninguém, mas o terror psicológico foi grande”, completou.

Fonte: https://goo.gl/R26y4m

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