Os Museus do Vaticano vão comprar a fotografia de Beyoncé?

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As fotografias que a estrela pop publica no Instagram tecem uma complexa teia iconográfica. Instagram/Reprodução

A fotografia publicada por Beyoncé há dois dias na rede Instagram já tem o destino marcado.

Tornar-se aquela com mais curtida na história da rede de compatilhamento de imagens, à semelhança do que aconteceu com a de Fevereiro, também publicada no Instagram, em que a pop star anunciou a sua segunda gravidez. Já tem mais de 9,5 milhões de “curtidas”, que não param de aumentar.

Tal como na altura, foi imediatamente discutida e objeto das mais diferentes análises iconográficas. O que é que a cantora, uma das mulheres mais poderosas da indústria musical, casada com o rapper Jay-Z, quer comunicar, além de mostrar pela primeira vez os recém-nascidos Rumi e Sir, que acabam de fazer um mês?

Botticelli, numa mistura de O Nascimento de Vénus e Alegoria da Primavera, dizem uns, uma simples Madonna renascentista, dizem outros, numa leitura mais direta em que Beyoncé é a Virgem Maria, com um véu azul e o necessário fundo da mesma cor, e os dois gémeos o Menino em dose dupla.

“Há uma óbvia relação, na pose e na indumentária, com alguma pintura renascentista e pós-renascentista”, diz o historiador de arte Joaquim Caetano, conservador do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, onde até ao início de Setembro está a exposição Madonna: Tesouros dos Museus do Vaticano.

“A grinalda de flores, em que predominam as rosas, símbolo mariano, acentua essa relação com a Virgem e o Menino.”

O sucesso da representação da Virgem com o Menino que se torna, a partir do século XIV, numa das mais repetidas imagens do Ocidente, “deveu-se, para além do óbvio papel de Maria na história do Cristianismo, ao facto de a imagem receber todo o peso da relação arquetípica da mãe com o filho, emocionalmente fortíssima, social e individualmente”.

É a partir das obras do pintor italiano Giotto (1266-1337), diz o historiador de arte, e por grande influência do franciscanismo nascente, que a imagem da Mãe de Deus — a Theotokos — ganha uma nova humanidade: “Os gestos de afeição entre a mulher e a criança são cada vez mais acentuados, até que, em muitos casos, a relação humana se torna o essencial da imagem.”

O melhor exemplo é, talvez, a Virgem dos Peregrinos, de Caravaggio (1571-1610), obra que influencia muito a pintura barroca. É disso exemplo, explica a conservador do MNAA, a pintura de Orazio Gentileschi (1563-1639) que está neste momento na exposição Madonna.

Tal como a imagem que anunciou a gravidez em Fevereiro, a nova fotografia já tem um autor identificado pelos média, o artista Awol Erizku, um norte-americano de origem etíope, que recusa a “Insta-fama” que o associa a Beyoncé, escreveu em Abril a Vanity Fair, a propósito da sua mais recente exposição Make America Great Again.

Pintor, escultor e músico e realizador, além de fotógrafo, Awol Erizku chamou a atenção com a sua obra que desafia a estética branca dominante na arte ocidental, nomeadamente com as suas fotografias que recriam retratos da história da pintura, como a Rapariga com um Brinco de Bambu (2009), a partir da Rapariga com Brinco de Pérola feita por Vermeer em 1665, onde figura uma mulher negra com uma indumentária africana, ou a instalação vídeo Serendipity (2015), exibida no MoMA de Nova Iorque, em que destrói a escultura David, de Miguel Ângelo, e a substitui pelo busto de Nefertiti, a rainha do Egipto Antigo.

Para Joaquim Caetano, talvez a citação das virgens com o menino do Renascimento e da iconografia mariana seja apenas formal. “Tenho dúvidas de que a imagem de Beyoncé com os seus filhos se sustenha nesta tradição.

Desde logo, apresenta gémeos, mas sobretudo porque a imagem não deixa de se centrar na exposição da estrela pop e num decorativismo denso, que se coaduna mal com a tradição da Virgem com o Menino da pintura ocidental.”

Quando surgiram, continua Joaquim Caetano, as imagens que acentuavam a relação maternal eram conhecidas como Virgens da Humildade, por oposição às Virgens no Trono, ou em Majestade, mais hieráticas e menos humanizadas:  “Humildade não é bem, como se sabe, um dos atributos das estrelas da música popular.

A exuberância decorativa e o maneirismo do vestuário que deixa entrever o suficiente para garantir um certo erotismo inerente à imagem da cantora parecem filiar a fotografia mais no registo das imagens contemporâneas, de artistas como Jeff Koons, do que na arte de Boticelli ou Lippi.”

O projeto iconográfico de Beyoncé, que controla ao milímetro as imagens publicadas de si e da sua família, vai da Beyoncé cantora à Beyoncé actriz, da Beyoncé mulher à Beyoncé ícone da feminilidade negra, como aqui escrevemos em Fevereiro, a que a estrela pop não para de acrescentar camadas (e curtidas).

Agora, propõe-se como um ícone da alta cultura e talvez esta imagem deva ser lida em conjunto com a reviravolta exibida no disco que o marido, Jay-Z, acabou de lançar.

O rapper transfigura-se e revela-se um inesperado letrista, um artista mais maduro, defendeu um dos nossos críticos, Francisco Noronha, com canções introspectivas, poéticas, muitas vezes confessionais: em 4:44, que dá título ao álbum, aborda a relação tumultuosa com Beyoncé, as suas alegadas infidelidades, e ouvimos inúmeras vezes “I apologize”. Um Jay-Z humilde quanto baste para acompanhar a imagem que foi tirada no jardim da casa de Malibu do casal e dos seus três filhos.

Será tempo de os Museus do Vaticano, que emprestaram quase todas as obras para a exposição Madonna atualmente no MNAA, comprarem a fotografia de Beyoncé para as suas coleções? É só fazer mais uma curtida…

Fonte: https://goo.gl/D1Nz2H

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