PERDIDAS NO ESPAÇO: AS CÂMERAS QUE FICARAM NA LUA HÁS 50 ANOS

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Hasselblad HDC: modelo de câmera que ficou na Lua após primeira missão americana (Hasselblad/NASA/Divulgação)

As duas câmeras Hasselblad que registraram a chegada do homem à Lua, há 50 anos, estão lá até hoje, assim como dez outros modelos da fabricante sueca

Revista Exame

Buzz Aldrin na Lua, em 20 de julho de 1969: a façanha
virou narrativa para as grifes 
(SSPL/Getty Images)

O relógio marcava 22h56 de 16 de julho de 1969 quando
Neil Armstrong esticou cuidadosamente o pé para tocar pela primeira vez o
poroso solo lunar. Em seguida, eternizou sua façanha e a da missão Apollo 11
como “um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade”.

Mas de que valeria a façanha de Armstrong, Michael
Collins e Buzz Aldrin, o ápice do esforço dos Estados Unidos para deixar a União
Soviética para trás na histórica corrida espacial, sem imagens comprovando o
pouso na Lua?

Para registrar a conquista, duas câmaras Hasselblad
foram tiradas do módulo lunar Eagle. Uma delas foi a câmera Hasselblad Data
(HDC) equipada com uma lente grande-angular Zeiss Biogon 60mm ƒ/5,6 e um rolo
de filme fotográfico com capacidade para 200 cliques, criado pela Kodak
especialmente para a missão.

A segunda foi a câmera Hasselblad Electric (HEC)
equipada com uma lente Zeiss Planar 80mm ƒ/2,8, usada para registrar o pouso de
dentro do módulo lunar. A HDC foi projetada para suportar as condições extremas
da superfície do satélite. Foi pintada de prata para ajudar na estabilização
das imagens a temperaturas que variam de -65° C a 120° C. Atada ao peito de Armstrong,
a HDC jamais havia sido testada no espaço.

Tiradas as fotografias, a câmera foi içada para dentro
do módulo com a ajuda de uma linha. Os filmes usados nela e na outra foram
retirados e todo o resto – as câmeras, as lentes e demais acessórios – foi
atirado na superfície lunar para diminuir o peso do Eagle e aumentar as chances
de um retorno bem-sucedido.

Os americanos, portanto, também foram os primeiros a
jogar lixo na Lua. A prática se repetiu em outras cinco missões de pouso do
programa Apollo, no qual os Estados Unidos investiram o equivalente a US$ 150
bilhões, em valores atualizados. Se por acaso passar na Lua, pode procurar por
doze câmeras Hasselblad e suas respectivas lentes no chão.

As filmagens foram feitas com duas câmeras Maurer de 16mm,
além de uma câmera de televisão a cores instalada no módulo Columbia e outra,
preto e branco, afixada no Eagle. Estima-se que a façanha de Armstrong, Michael
Collins e Buzz Aldrin foi assistida ao vivo pela televisão por cerca de 600
milhões de pessoas, muitas delas incrédulas até hoje. hasselblad.com

Fonte: https://bit.ly/30Xx9Ap

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