PRIMEIRAS CONCLUSÕES

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Retrato da atriz Gloria Swasson, por Edward Steichen

Minha primeira conclusão é que a evolução da fotografia teria sido muito diferente e, provavelmente muito mais inovadora, desafiadora e revolucionaria se o trabalho em cor estivesse facilmente disponível desde o inicio.

Eu posso ouvir você pensar: “Ele está falando sério? Obviamente, teria sido diferente. Mas teria sido mais inovador? Impossível!”

Está bem, está bem, mas vamos pensar um pouco mais. Não estou falando aqui da estética de imagens policromáticas em relação às monocromáticas, estou falando da tendência geral na fotografia de deixar à técnica o enquadramento de questões conceituais e atitudes em face à mudança.

Vamos encarar, a fotografia foi e continua sendo muito orientada por “regras e regulação”. A fotografia em preto e branco atingiu seu “título de nobreza” entre 1900 e 1950, não por que as pessoas a tivessem escolhido no lugar do trabalho em cor, mas simplesmente porque não havia opção de cor facilmente disponível para os primeiros 100 anos de existência formal – anos que moldaram seu caráter, quando seus defensores mais aventureiros estavam escrevendo a história fotográfica.

Falta de concorrência viável geralmente leva à dominação monolítica, seja ela financeira, politica ou simplesmente psicológica, e a fotografia em preto e branco não foi exceção.

Eu acho que poderia argumentar que a cor sempre fez sentir sua importância mesmo nos primeiros dias, quando parecia haver um sentido subjacente de frustação em sua ausência. De que outra forma poderíamos explicar as preocupações com as escolhas entre papeis de tonalidades mais quentes ou frias ou imagens com coloração azul ou sépia, para não mencionar a moda das fotos coloridas à mão?

Apesar dessas considerações, o fato é que, para os primeiros 100 anos, a fotografia como uma forma de arte visual foi privada de um dos parâmetros mais importantes na História da Arte: a cor.

A ausência de cor não impediu a genialidade fotográfica de emergir. As obras de Alfred Stieglitz, Edward Steichen  e Paul Strand foram inspiradoras. Stieglitz, em particular, foi um espirito independente que buscava inspiração tanto dentro como fora do campo fotográfico.

Atípico, ele constantemente abraçava a mudança como a única rota viável para empreendimentos artísticos, preferindo reinventar-se em vez de lutar contra uma mudança inevitável. Tal nobreza natural não é comum.

Ele dedicou grande parte de sua vida profissional promovendo a fotografia como forma de arte, escrevendo, publicando e fazendo imagens. Não há dúvida em minha mente que essas fotógrafos teriam explorado a cor como um parâmetro viável e necessário caso tivesse prontamente disponível durante a sua época.

Para mim, a hegemonia P&B começou mais tarde, com a geração de Edward Weston, Ansel Adams e Minor White – os dois últimos contribuindo significativamente para a formalização dos fundamentos teóricos do trabalho monocromático.

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