PROFUNDIDADE DE BIT E TONALIDADE

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Na imagem digital, cada tom e cada valor de cor recebem um valor numérico preciso e definido, conforme exemplo acima

A unidade básica da computação é chamada de “bit”, diminutivo de “binary digit” (dígito binário). Esses bits estão ativos ou inativos, são um ou zero, preto ou branco – não havendo valor intermediário (por isso, a escolha do termo “binário”).

Assim, um bit pode indicar que um pixel é preto absoluto ou branco absoluto; contudo, isso não deixa espaço para as infinitas gradações de cinza entre esses dois extremos.

Para preencher as lacunas, podemos reunir uma cadeia de bits e combiná-los para obter um número maior de valores intermediários. Se juntarmos 8 bits, teremos 256(2/8)valores definíveis nos quais podemos armazenar informações.

 Quando isso é aplicado às imagens digitais, essa gama de valores é chamada de “profundidade de bit” da imagem.

Nas aulas anteriores, mencionamos que, ao criar um arquivo de imagem, o sensor de imagens designa  um valor numérico para cada pixel, em geral um intervalo de zero a 255.

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Histograma do Photoshop, com intervalos de 0 (Preto Absoluto) a 255 (Branco Absoluto) e seus respectivos tons de cinza

Agora você pode entender de onde vem esses números: o arquivo de imagens (neste caso) é construído com 8 bits. Isso pode não parecer muito; certamente podemos perceber mais do que 256 cores e tons em uma imagem.

Porém, não se esqueça de que cada pixel é interpolado com os dados de três fotodiodos deferentes, um para cada cor primária. Portanto, um canal de cor contém 256x 256x 256 níveis diferentes de informação, resultando em 16,7 milhões de cores possíveis, muito mais do que conseguimos perceber com nossos olhos.

Ainda que 16,7 milhões de cores possam parecer mais do que suficiente para todas as nossas necessidades, nem sempre isso se aplica. Imagine, por exemplo, uma fotografia grande-angular com uma vasta extensão de céu azul e uma linha do horizonte com alguma paisagem mais escura na parte inferior do quadro.

À medida que o céu se aproxima do horizonte, seus tons azuis ficam mais escuros. A diferença entre as áreas claras e escuras do céu pode não ser tão expressiva, mas, ainda assim, expande-se por grande parte do quadro. Então, em vez de utilizar 16,7 milhões de níveis definíveis para ilustrar esse gradiente, a imagem pode utilizar algumas poucas.

A imagem resultante provavelmente apresentará faixas de cor: saltos evidentes e perceptíveis entre os valores tonais em uma grande área do quadro. Mesmo que não seja tão evidente à primeira vista, qualquer ajuste significativo na pós-produção reforçaria esses saltos entre valores tonais, e os resultados causariam distração e teriam aparência não realista.

Aproveite para rever mais dicas  sobre conceitos da imagem digital nas suas apostilas, bibliografias e vídeos das aulas de fotografia dos cursos profissionalizante da Escola Focus.

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