Questão de Equilíbrio

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O equilíbrio compositivo

No coração da composição está o conceito de equilíbrio. Equilíbrio é a resolução da tensão, forças opostas que são equiparadas para dar um sentido de harmonia. É um princípio fundamental da percepção visual que o olho tente equilibrar uma força com outra. Equilíbrio é harmonia, resolução, uma condição que, intuitivamente, parece esteticamente agradável. Nesse contexto, o equilíbrio pode referir-se a qualquer elemento gráfico em uma figura.

Por exemplo, se consideramos dois pontos fortes em uma referência contra a qual vemos suas posições. Em outra imagem, se uma linha diagonal cria um forte sentido de movimento em uma direção, o olho está ciente da necessidade de um sentido de movimento que se oponha a esse. Nas relações entre cores, contrastes simultâneos e sucessivos demonstram que o olho tentará dar seus próprios tons complementares.

Ao falar do equilíbrio de forças em uma figura, as analogias comuns tendem a ser as extraídas do mundo físico: gravidade, alavancas, pesos e pontos de apoio. Essas são analogias bastante razoáveis de se usar porque o olho e a mente tem uma resposta ao equilíbrio objetiva, real, que funciona de modo muito semelhante às leis da mecânica. Podemos desenvolver as analogias mais literalmente pensando em uma imagem como uma superfície equilibrada sobre um ponto, como uma balança. Colocando qualquer coisa em um lado da imagem – isto é, descentralizada -, ela torna-se desequilibrada, e sentimos a necessidade corrigir isso. Não importa se estamos falando de massas de tom, cor, um arranjo de pontos ou o que for. O objetivo é encontrar o “centro de gravidade” visual.

Considerando desta forma, há dois tipos deferentes de equilíbrio. Um é simétrico ou estático; o outro é dinâmico. No equilíbrio simétrico, o arranjo de forças é centralizado – tudo está equidistante do meio da figura. Podemos criar essa situação colocando o assunto de uma fotografia bem no meio do quadro. Na nossa analogia com a balança, ele ficaria bem em cima do ponto de apoio, do fulcro, do ponto de equilíbrio. Outro modo de atingir o mesmo equilíbrio estático é colocando dois pesos idênticos um em cada lado do centro, a distâncias iguais. Acrescentando a isso mais uma dimensão, vários elementos gráficos igualmente arranjados ao redor do centro têm o mesmo efeito.

O segundo tipo de equilíbrio visual opõe pesos e forças desiguais, dando, assim, mais vida à imagem. Na balança, um objeto grande pode ser balanceado por outro menor, contato que este esteja suficientemente longe do fulcro. De modo análogo, um objeto dominante, contanto que seja situado próximo às bordas do quadro. A oposição mútua é o mecanismo pelo qual, na maioria das vezes, atinge-se o equilíbrio. Ele é, obviamente, um tipo de contraste.

Essas são as regras básicas do equilíbrio visual; porém, precisam ser tratadas com certa cautela. Tudo o que fizemos até agora foi descrever o modo pelo qual o equilíbrio atua em circunstâncias simples. Em muitas figuras, interagem uma variedade de elementos, e a questão do equilíbrio pode ser solucionada apenas intuitivamente, de acordo com o que perece estar certo. A analogia com a balança é boa até certo ponto – para explicar os fundamentos -, mas, certamente, eu não recomendaria usá-la de fato como auxílio à composição.

A parte essas considerações, é ainda mais crucial pensar se o equilíbrio é  mesmo desejável. Certamente, o olho e o cérebro precisam do equilíbrio, mas provê-lo não é necessariamente tarefa da arte ou da fotografia. O pintor neoimpressionista Georges Seurat afirmava que “Arte é harmonia”, mas como Johannes Itten indicava, ele estava confundindo um meio da arte com a sua finalidade. Caso aceitássemos uma definição de boa fotografia como a criação de imagens que produzem uma sensação calma e agradável, os resultados seriam mesmo muito sem graça. Uma foto expressiva de modo algum será sempre harmoniosa, como você pode ver seguidamente por todo este livro. Continuaremos voltando a essa questão, subjacente a muitas decisões de design. Não apenas de um modo óbvio – onde colocar o centro de interesse, por exemplo -, mas no sentido de ver quanta tensão ou harmonia criar.

Ao compor a imagem, os polos são a simetria e a assimetria. Simetria é um caso especial, perfeito, de equilíbrio, que não é necessariamente satisfatório, além de muito rígido. No decorrer natural das muitas cenas com as quais espera-se que o fotógrafo venha deparar-se, a simetria não é exatamente um caso comum. Para poder usá-la bastante, você teria que se especializar em um grupo de coisas que incorporam princípios de simetria, como arquitetura ou conchas do mar. Por essa razão, ela pode ser atraente se usada ocasionalmente. Galen Rowell, fotógrafo especializado em paisagens, falando a respeito de uma composição espelhada, localizada no Parque Nacional de Sequoia, escreveu: “Quando fotografei o Big Bird Lake com uma delicada superfície refletora sobre a água, intuitivamente quebrei as regras tradicionais da composição e dividi minha imagem meio a meio para reforçar os padrões e enfatizar a semelhança entre as duas partes de minha imagem”. A composição simétrica deve ser absolutamente precisa para que tenha sucesso. Poucas imagens aparentam ser tão desleixadas quanto uma foto quase simétrica que não consegui chegar aonde deveria.

Agora, devemos considerar como atenção atua em uma composição desequilibrada. A mecânica envolvida é, consideravelmente, mais sutil do que o que pode ser mostrado pela analogia com a balança. Ainda que o olho e o cérebro busquem o equilíbrio, seria errado presumir que seja satisfatório entrega-lo de bandeja. O interesse por qualquer imagem e diretamente proporcional à quantidade de trabalho que o espectador deve ter, e um equilíbrio muito perfeito deixa pouco para ser trabalhado pelo olho. Portanto, o equilíbrio dinâmico tende a ser mais interessante que o equilíbrio estático. Não só isso, mas na falta de equilíbrio, o olho tenta produzi-lo de modo independente. Na teoria da cor, esse é o processo envolvido no contraste sucessivo e simultâneo.

Isso pode ser visto em ação em qualquer figura composta fora de centro. Na fotografia de um agricultor em um campo de arroz na página 69, de acordo com a analogia da balança, o equilíbrio está completamente perturbado; ainda assim, a imagem não é, de modo algum, desconfortável em aparência. O que ocorre é que o olho e o cérebro querem encontrar algo próximo ao centro para equilibrar a figura no conto superior direito e, assim, fica voltando ao centro inferior esquerdo do quadro. É claro, a única coisa que há nesse lugar é a massa de arroz, de modo que a cena, de fato, recebe atenção extra. Os caules verdes de arroz seriam menos dominantes se a figura estivesse situada no centro. Do modo como está, ficaria difícil dizer se a foto é de uma plantação de arroz onde, por acaso, há um agricultor em uma plantação de arroz ou de uma plantação de arroz onde, por acaso, há um agricultor aparecendo. Esse processo de tentar compensar algo em óbvia assimetria é o que cria tensão visual e pode realmente ser muito útil na criação de uma foto mais dinâmica. Ele pode ajudar a atrair a atenção para uma área da cena que, normalmente, seria fraca demais para ser notada.

Um segundo fator envolvido nas imagens compostas fora de centro á a lógica. Quanto mais extrema a assimetria, mais o espectador acha que deve haver uma razão para tal. Teoricamente, ao menos, alguém que olhe para uma fotografia assim estaria mais disposto a examiná-la com cuidado procurando a justificativa. Esteja avisado, porém, que  a composição fora de centro pode facilmente ser tomada por fabricada.

Finalmente, todas as considerações a respeito do equilíbrio devem levar em conta a enorme complexidade gráfica de diversas imagens. Para estudar o design de fotografias, estamos fazendo o melhor que podemos neste livro para isolar cada um dos elementos gráficos que vemos. Muitos dos exemplos, tais como o da foto do campo de arroz, são deliberadamente descomplicados. Na verdade, a maioria das fotografias contém várias camadas de efeito gráfico.

Proporções, harmonia e equilíbrio

A crença de que existem proporções ideais remonta aos Pitagóricos, cujo pensamento era dominado pela matemática, ainda que fosse também místico. Uma crença central era a de que a realidade fosse numericamente ordenada. Comentando sobre a origem do universo, Stobaeus escreveu: “As coisas semelhantes e de mesmo tipo não precisaram de harmonia, mas aquelas que eram dessemelhantes e não do mesmo tipo ou da mesma ordem – para tais coisas, foi necessário que, pela harmonia, fossem atreladas, se assim devessem ser mantidas juntas em um universo ordenado.” Na música, por exemplo, uma escala que produz sons harmônicos (agradáveis) deve ter alturas que estão em uma proporção constam. A ideia de uma harmonia natural pode ser estendida para outras áreas, como a das proporções visuais. Aristides (530 – 468 A.C.) escreveu, a respeito da pintura, que “descobriremos que ela não faz nada sem a ajuda  dos números e das proporções: é através dos números que ela busca as medidas proporcionais dos corpos e das misturas de cores e é com estas que dá às figuras sua beleza. “ Mesmo assim, muitas vezes, na história da arte, houve conflito entre os que se inspiraram na ordem harmônica, matemática e aqueles que a acharam por demais seca, estéril e sufocadora da imaginação – o pintor William Blake, por exemplo.

Extraído da Tese: ALVES, Ênio Leite. Theorie und Geschichte der Fotografie im Latein Amerika. Suiça, 1993. Dissertação (Doutorado). Unizh – Doktoratsstudium, Universidade de Zurique.

Sobre o autor

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