RESOLUÇÃO ÓTICA E RESOLUÇÃO INTERPOLADA

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A questão básica das máquinas fotográficas digitais, e porque todos os fabricantes gostam de fazer um pouco de marketing, é a muito importante diferença entre resolução ótica e resolução interpolada

A resolução óptica é a que realmente importa, pois define a quantidade de informação focada pela objetiva sobre o sensor.

 A interpolação é uma técnica de manipulação digital, em que o programa preenche as falhas entre pixels para criar mais informação – produzindo uma imagem aparentemente de maior resolução.

O resultado é bastante bom para avista humana, mas não para uma ampliação. Quando um fabricante tenta fazer passar a resolução interpolada pela óptica, está a ser desonesto, pelo que a confiança na restante especificação nunca poderá ser muito elevada.

A escala de luminosidade regula os extremos de informação que podem ser obtidos entre as sombras e focos de luz. Olhar para uma imagem digital obtida a partir de um sensor com uma escala de luminosidade é como ver a impressão num papel fotográfico com demasiado quadriculado.

A escala de luminosidade é medida numa escala de 0 (branco puro) a 4,0 (preto puro), mas nenhum tipo de sensor pode (ainda) captar a escala completa. O nível mais brilhante a que um CCD, ou película, pode detectar o pormenor é conhecido por DMin, e o mais escuro como DMax. A diferença entre os dois é sua escala de luminosidade – se consegue captar informações entre 0,3 e 3,5, então teríamos 3,2 D.

A profundidade da cor, ou profundidade de bits, é a medida de quantas cores diferentes pode um pixel mostrar e sendo digital, constitui um número de níveis discretos. Para imagem com qualidade fotográfica, devem existir níveis suficientes para enganar o olho humano para que este veja um tom constante.

Na prática, 256 cores funcionam relativamente bem e é o máximo de cores suportadas pela maioria do software. Seguindo a notação matemática usual para números elevados, a profundidade de bits é representada como uma potência de 2. Assim, 256 níveis é 28 ou seja, 8 bits.

Quanto mais alta for à profundidade de bits, melhor serão capturadas as nuanças mais finas, pelo que algumas máquinas fotográficas digitais ou scanners funcionam a 10 ou 12 bits. No software isto é reduzido para 8 bts ou aumentado para 16 bts (65,536), parâmetros estes adequados ao computador. Uma imagem RGB com os seus três canais, cada um a 8 bits, é muitas vezes, estranhamente dita de 24 bts.

O ruído é informação não desejada que pertença ao processo e não a imagem, tal como os assobios e estalos numa emissão de som diferente. A maioria do ruído pode ser removida na máquina através do processamento digital de sinal (DSP), mas pode ainda haver algum trabalho a efetuar na fase de pós-produção de imagem.

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