Scott MacLeay

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Algumas reflexões sobre o imperialismo tonal

Quando comecei a fazer fotografias, 37 anos atrás, havia uma linha bastante clara traçada entre o trabalho em preto e branco e aquele em cor. Fotografia em cor era essencialmente para o trabalho comercial, enquanto que a fotografia em preto e branco era reservada para um trabalho sério de natureza mais autoral – incluindo obras de fotojornalismo e de belas artes. Como muitos dos meus contemporâneos, cegamente aceitei essa dicotomia. Esse ponto de vista era, afinal, resultado de décadas de tradição por aqueles que sabiam muito mais sobre fotografia do que eu.

Tenho lembranças muito vivas de assistir a palestras públicas em Vancouver dadas por W. Eugene Smith e Ralph Gibson, tão diferentes em perspectiva, mas ao mesmo tempo tão dedicadas à arte do preto e branco. Meu primeiro e único professor, Ted Scott, arquiteto, designer e fotógrafo americano, incutiu em mim um profundo respeito pelos princípios fundamentais do trabalho em preto e branco e pelo conceito de pré-visualização e tudo que seguiu a partir daí. Eu uso até hoje o que aprendi com ele.

Então comecei minha carreira fotográfica mergulhado na ideia bem arraigada de que um trabalho fotográfico sério seria em preto e branco. Comecei fotografando plantas e outros temas baseados na natureza como milhões tinham feito antes, sem dúvida reconfortado pela ideia de que eu estava dando minha modesta contribuição para perpetuar uma tradição longa e nobre. Rapidamente dediquei-me em fotografar pessoas em preto e branco – dentro e fora de estúdio. A sabedoria popular sugeria que o trabalho em preto e branco seria capaz de revelar o caráter e que, em geral, seria muito mais atraente do que qualquer trabalho de retrato em cor poderia ser. Isso também eu aceitei (pelo menos inicialmente) e por isso a minha primeira tentativa séria de uma série coerente foi em preto e branco de uma mãe índia e sua criança – uma imagem dessa série está incluída neste artigo. Afinal, o trabalho autoral de Irving Penn, Richard Avedon, Arnold Newman, Robert Frank e Diane Arbus era essencialmente todo em preto e branco e eles foram grandes mestres da arte fotográfica. Parecia haver pouco espaço para debate. Apesar disso, as rachaduras começavam a aparecer na parede do preto e branco.

Fonte: http://goo.gl/a8csO

Sobre o autor

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