Simulador Universal

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Sistema digital de médio formato da PhaseOne pode chegar a 80 megapixels

O mundo da fotografia de estúdio é simplesmente fascinante. Talvez seja o mais interessante dos ambientes da fotografia – uma vez que nele não temos qualquer luz, o fundo infinito se apresenta diante de nós como uma folha em branco. Uma folha que nos permite realizar qualquer ideia ou projeto, desde que tenhamos a compreensão e habilidade para tanto.

O estúdio desafia nossa capacidade de observação, compreensão e recriação, nos forçando a consultar todo nosso acervo de memórias e observações, a usar toda a nossa capacidade técnica para concretizar uma ideia pré-determinada – e o nosso sucesso depende do quanto conseguimos ser fiéis a essa ideia com a imagem final.  O estúdio é o simulador universal, onde podemos fazer a noite virar dia, o dia virar noite, criar um ambiente cheio de janelas ou um dramático cenário teatral.

Mesmo fora das quatro paredes do estúdio, a capacidade de recriar, interferir e moldar a luz é muito útil. Em ramos como a fotografia corporativa, industrial ou de arquitetura, nem sempre a luz existente é suficiente ou adequada para cumprirmos nossa missão, então adicionamos, misturamos e substituímos, num processo quase alquímico em busca da imagem perfeita.

Separei as questões mais importantes – dez coisas que eu adoraria que tivessem me contado antes do meu atribulado começo na fotografia de estúdio. Nenhuma resposta aqui é definitiva ou irrefutável, e com certeza não é a única maneira de trabalhar ou de responder à pergunta. Mas devo dizer que elas têm funcionado, da maneira que estão expostas aqui. Então vamos a elas:

1) Que câmera devo ter para trabalhar em estúdio?

Não dá para responder a esta pergunta sem saber exatamente qual o seu produto final. Câmeras, em estúdio, não precisam ser seladas contra as intempéries, e se você trabalha com flashes, também não precisam fazer 10 quadros por segundo. Os flashes não irão acompanhar essas velocidades.

Configurações de ISO elevadas também não costumam ser uma necessidade real para quem trabalha em estúdio, visto que temos o controle da luz na imensa maioria das – senão em todas – ocasiões. Então o que nos sobra de importante é a qualidade de imagem e resolução – que estão intimamente ligadas.

Qualidade de imagem (em termos de nitidez, latitude e resposta de cor) está conectada diretamente ao sensor; quanto maior, melhor. Por motivos de economia, a escolha mais popular está nas câmeras com sensores 24 x 36mm (vulgarmente chamadas de full frame), Canon, Nikon ou Sony. Mas os preços das digitais de médio formato estão caindo, e a Pentax 645D, de 40Mpx está sendo vendida por US$ 10 mil nos EUA. Um belo passo acima temos a Hasselblad H4D, a Phase One 645DF, que aceita backs digitais de até 80Mpx e a Leica S2.

Topo definido, calcular sua necessidade em termos de custo-benefício é relativamente simples: veja qual a resolução necessária para o seu principal produto. Se o seu ganha-pão serão os retratos ou books fotográficos (que raramente ultrapassam os 25×38), 15 megapixels serão suficientes para produzir esses books sem interpolação. Eventuais banners, posters e outdoors podem aparentar precisar de mais, mas sempre temos a possibilidade de interpolar um pouco, e a distância de visualização é sempre nossa aliada.

Verificando as características acima, temos excelentes candidatas ao troféu “câmera de estúdio, categoria custo-benefício”: a Canon 5D MKII, de 21 Mpx, a Nikon D700, de 12 Mpx, e a Sony A850, de 24,6 Mpx. Todas full frame, e com recursos de sobra para a tarefa. O que não significa que não se possa usar uma camerinha de entrada, mas a ergonomia e resistência não são as mesmas.

E sempre há a possibilidade de se alugar backs digitais ou câmeras de médio formato para trabalhos específicos.
*Artigo originalmente publicado na revista P&I, edição 84.

Fonte: http://photos.uol.com.br/materias/ver/57936

 

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