SISTEMA DE ZONAS NA PRÁTICA

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Exposição efetuada na Zona V ou EV =0 do fotômetro de sua câmera DSLR, em modo matricial

Vejamos isso em termos práticos. Imagine que você estivesse fotografando um cisne branco na margem de um rio escuro e turvo.

Caso utilizasse o modo de fazer medição ponderada ao centro para fazer a leitura apenas do cisne, o fotômetro posicionaria as penas do pássaro na  Zona V – ou cinza médio .

A margem escura na qual se encontra o cisne provavelmente cairia na Zona I ou II, a qual é preta sem praticamente nenhum detalhe. Esse posicionamento tonais são exatamente o que o fotômetro foi projetado para fazer e, ao posicionar os valores nessas Zonas, ele está cumprindo muito bem sua tarefa.

O problema com essa situação específica (como você  sem dúvida já notou) é que agora você tem um cisne cinza – e você não receberá nenhum prêmio por um cisne acinzentado.

E a margem, que, por sua vez, certamente tinha alguma textura interessante, tornou-se um borrão preto sem qualquer detalhe de superfície ou textura. Em outras palavras, o que você conseguiu foi um  cisne parado sobre um borrão preto. Nada atraente.

Digamos, porém, que você queira que o cisne caia na Zona VII – que é branca, mas conta com algum detalhe de superfície, sendo, provavelmente, um bom posicionamento para um assunto branco. Ao aumentar a exposição em dois pontos (de novo, seja pela abertura da lente em dois pontos, seja pela diminuição da velocidade do obturador em dois pontos), você agora conduziu o cisne para um tom branco mais adequando.

Mas e a margem escura em que o cisne estava? Como você aumentou a exposição em dois tons para clarear a tonalidade do cisne, também os tons da margem foram elevados para a Zona III ou IV – um cinza-escuro, mas com detalhe perceptível. Agora o cisne e a margem estão bem  mais próximos d a forma como você os vislumbrou em termos de tonalidade. O sistema de zonas em funcionamento.

Aliás, uma forma de se ajustar a exposição nessas situações é usando o recurso de compensação de exposição. O problema de se fazer isso, no entanto, é que você pode não saber o que a câmera  vai ajustar: a velocidade do obturador ou a abertura.

Como alternativa, é claro, você poderia alternar para o modo prioridade de abertura ou prioridade de obturador, tendo assim o controle sobre qual  configuração de exposição está sendo alterado.

É possível operar o sistema  na direção oposta também. Se estiver fotografando uma modelo em um vestido preto, por exemplo, o cliente sem dúvida vai querer que o vestido seja preto, e não cinza médio.

Contudo, caso fotometre diretamente no vestido, você o estará posicionando em meio-tom. Então, ao subtrair exposição da leitura do fotômetro, você estará posicionando o vestido preto de volta à posição a que pertence na escala tonal.

O sistema funciona igualmente bem com cenas mais complicadas, como uma paisagem; na verdade, isso leva ao outro princípio da abordagem de Adams sobre a exposição: a visualização.

Ao olhar para cenas complexas e então decompô-las mentalmente em regiões tonais, ele conseguia visualizar exatamente como mudanças na exposição (e , como ele usava filmes, no processo de revelação) afetariam cada uma  dessas zonas.

Adams certamente sabia que os tons não existiam como uma área separada dentro da cena, mas que se mesclavam gradualmente um no outro; portanto, eram tanto de grande auxílio  para refletir sobre  exposições precisas, quanto também interpretações criativas potenciais dessa exposição precisa.

Em termos digitas mais realistas, existe muito mais “espaço para jogar” na exposição digital do que com filme. Ao fazer um simples ajuste de curvas na edição, por exemplo, é possível alterar um cisne branco ou um vestido escuro para praticamente qualquer posição que você desejar na escala tonal. Mesmo assim, com a possível exceção do ajuste de exposição em arquivos RAW, poucos ajustes de exposição feitos na edição  vem sem um custo – o menor deles é o tempo gasto fazendo as correções.

O maior que o que ( com exceção das alterações em arquivos RAW) você está jogando fora um certo percentual de pixels da imagem registrada.

Resumindo, quanto mais preciso for o posicionamento dos valores tonais na câmera, maior será a qualidade da imagem ajustada final.

Aproveite para rever mais dicas nas suas apostilas, bibliografias e vídeos das aulas de fotografia dos cursos profissionalizante da Escola Focus.

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