SOBRE BILL BRANDT

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Bill Brandt – Perspective of Nudes, 1961

Nasceu em 1904, em Hamburgo, na Alemanha. Brandt emigrou da França para a Grã-Bretanha em 1934.

Trabalhou como documentarista fotográfico para revistas como Liliput e Picture Post. Seus livros The English at Home (1936), A Night in London (1938) e Perspective of Nudes (1961) são considerados atualmente como algumas das publicações mais importantes da fotografia.

Sua retrospectiva no Museum of Modern Art de Nova York, e na Hayward Gallery, em Londres em 1969. Influenciou as novas gerações de fotógrafos documentais. Morreu em 1983, em Londres.

Durante esses anos anteriores à Guerra Brandt colaborou em várias publicações internacionais, incluindo a Illustratend, a Picture Post, a Verve e a surrealista Minotaure. Em 1938 as Arts et Métiers Graphiques organizarão a sua primeira exposição pessoal, de que surgiu o segundo livro, A Night in London, publicado para esse ano.

Entre 1940 e 1941 Brandit encarregado pelo departamento de registros do Ministério do interior de fotografar os efeitos da extinção das luzes sobre Londres e os seus habitantes.

Fotografou a luz da luz o perfil da cidade com as silhuetas escuras dos edifícios, altos e baixos, e as pessoas nos abrigos antiaéreos de metropolitano e nas caves. Essas fotografias foram publicadas pela Lilliput em 1942.

A década de quarenta viu o aparecimento de algumas das melhores paisagens de Brandt, Top Withens, West Riding, Yorkshire, o ambiente em que decorre O Monte dos Vendavais de Emily Bronte, captado em pleno inverno de 1945, não é uma composição acidental.

O céu pesado e ameaçador, e as postagens congeladas sacudidas pelo vento, enquadram perfeitamente as tensões do romance de Bronte e traduzem bem o sentido de oportunidade de Brandt. Este explorava o ambiente ideal para suas paisagens antes de preparar a primeira fotografia; regressava meses ou anos depois para obter as melhores condições. Brandt pensava que a composição é essencialmente uma questão de instinto, e obedecer às regras é limitar a imaginação.

Quando olha para alguém que irá fotografar, Brandt tem uma ideia precisa, preconcebida, do efeito que pretende obter. Este determinará a focagem, como diz na Câmera in London: Para dar impressão de imensidade de um edifício, aproximo-me de um pormenor arquitetônico e fotografo-o de um ângulo em que as linhas que se perdem na distância, dando a sensação de infinito. Quero transmitir a impressão de solidão de uma figura numa cena de exteriores.

Se fotografar essa figura perto da foto câmera num caminho que se estreita, atrás dela há um horizonte longínquo, que reforça o efeito de solidão. Brandit pensa que o método mais simples é o mais eficaz, e que o retratado é apresentado com mais força quando se coloca de frente a maio do enquadramento, sem estar rodeado por elementos que distraiam a atenção.

Ao longo da sua carreira Brandt acumulou grande número de retratos de poetas, escritores e artistas contemporâneos. Procurou colocar sempre os seus retratos num ambiente semelhante ao do seu trabalho, realizações e estilo de vida, e alguns dos retratos efetuados durante as décadas quarenta e cinquenta – Dylan Thomas, Robert Graves, E.M. Forster, Edith e Osbert Sitwell, gran green e Henry Moore – são exemplos disso. Impressos com forte contraste tonal, o dramatismo destes retratos é acentuado pelo fato de Brandt raramente fotografar alguém a sorrir ou a rir, preferindo que os modelos se concentrassem nos aspectos mais sérios da vida.

Não há um formato fixo quando o lugar que o modelo ocupa nos seus retratos; por exemplo, os de Georges Branque, Jean Dubufft ou Francis Bacon representam-nos num dos lados da fotografia, o que realça os pormenores do fundo e dá à imagem profundidade e perspectiva. Com uma Rolleiflex ou uma Hasselblad, Brandt fazia 12 disparos em rápida sucessão, sem se deixar que o modelo adotasse uma pose fixa, para demonstrar a sua tese de que a composição nunca deveria ser uma obsessão.

Marjorie Becket escreve sobre os retratos de Brandt no livro deste, Shadow of Light, que o fotógrafo usa largamente interiores de casas e fundos, trabalhando com rapidez e muita concentração. Pretende captar mais do que a frígida impressão de um instantâneo e pensa que um bom retrato deveria assemelhar-se profundamente ao retrato.

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