Trinta anos depois, Nova York reverencia fotografia de Francesca Woodman

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Guggemheim expõe obra da jovem de 22 anos que se mantém atual três décadas após seu suicídio

Ao entrar em uma das galerias do Guggenheim Museum, de Nova York, é de se espantar que as mais de 120 obras expostas foram produzidas por uma menina de, no máximo, 22 anos.  A maturidade das mensagens, as referências e a exploração visuais levam a adjetivos como “erudito” ou “atemporal”, como a própria curadora de fotografia da instituição, Jennifer Blessing, faz questão de salientar sobre o trabalho de Francesca Woodman – palavras um tanto quanto difíceis de usar para uma recém-formada estudante de arte.

“O ambiente em que ela estava inserida fez com que ela já chegasse na escola com um discurso pronto. Seus pais e seus irmãos também eram artistas e até professores. Ela viveu em uma casa que fez com que ela, desde cedo, entendesse o que é ser um artista”, explica Blessing. Francesca cursou a conceituada RISD (Rhode Island School of Design), nos EUA; se mudou para Nova York depois de finalizar os estudos para tentar a carreira como fotógrafa de moda e se matou em 1981. A fotógrafa tinha 22 anos quando se suicidou, o que deu mais notoriedade a seu trabalho.

Após seu falecimento, sua primeira exposição, em 1986, a colocou no círculo de arte como uma produção a se levar a sério. “E, natualmente, agora é a época para se fazer uma retrospectiva de seu trabalho, por causa da grande significação para as gerações mais novas. Sua primeira exposição tentou enquadrá-la no contexto do feminismo, de artistas mulheres que usam o corpo. Hoje, o que faz seu trabalho interessante aos olhos do público mais jovem é a característica do feito a mão, do “faça-você-mesmo”. As ferramentas digitais trazem isso hoje em dia. Ambos, Francesca e os meios digitais, demonstram a intimidade do autor.”, explica Blessing.

Veja mais fotos de Francesca Woodman: http://goo.gl/LPoc9

Fonte: http://goo.gl/X93v2

 

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