Um criador de sonhos de metal

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Craque em fotos de carros, Cacalo fala sobre o mercado.

Se seu carro não parece tão bonito ou imponente na vida real quanto nas páginas das revistas, um dos responsáveis por isso é o fotógrafo Cacalo. Ele é um especialista em transformar – pelo menos no papel – veículos em máquinas de sonho, objetos de desejo de incautos consumidores, bólidos nos quais a luz ressalta formas e volumes. Talento que o levou à condição de referência na fotografia de automóveis, setor em que atua há mais de 20 anos e sobre o qual falará na edição 2014 do Estúdio Brasil, que acontecerá em novembro, em São Paulo.

A trajetória de Cacalo na fotografia profissional começou ainda na década de 80, quando ele fazia artes plásticas na Faap, em São Paulo. “Comecei com cinema, mas era uma brincadeira que custava caro, por isso migrei para a fotografia”, lembra. O primeiro passo foi montar um laboratório na cozinha de casa, onde passou a fazer experiências. Ao mesmo tempo, começou a trabalhar na revista Casa & Decoração e mais tarde no estúdio da agência Salles. “Foi estimulante ficar num lugar onde acontecia muita coisa nova, havia muito trabalho”, conta.

Depois de dois anos, recebeu um convite para trabalhar no Studio A, do já então experiente Amir Campos, o que determinou de vez o norte de sua trajetória. “Foi a experiência mais importante no meu rumo profissional. O Amir era um dos únicos fotógrafos a clicar carros, daí começou a minha paixão, o interesse pela foto de automóvel. Com ele eu realmente aprendi a fotografar, tinha um mestre. Depois de quase três anos lá, montei o meu próprio estúdio”, diz.

O próximo passo foi uma temporada de cinco anos em Lisboa, onde também abriu, em parceria com outro fotógrafo, um estúdio, e onde continuou dedicado à fotografia de automóveis. “Foi ótimo, pois fotografei carros que não eram fabricados aqui no Brasil. Voltei com um portfolio bem diversificado”, recorda. Para ele, o trabalho em Portugal e os anos de estúdio foram sua grande escola: “Aprendi mesmo na base da experimentação, vou sempre descobrindo coisas e testando, com resultados interessantes. Mas a experiência é a melhor ferramenta, a gente bate o olho e saca coisas”, garante.

Cacalo, que também atua em outras áreas da publicidade, como alimentos e produtos em geral, diz que não há dificuldades para fotografar carros em estúdio, e sim desafios – “mas disso eu gosto”, destaca. Para ele, é preciso ter uma estrutura bem montada, uma equipe preparada, espaço adequado, oficina, equipamentos compatíveis. “Tenho no meu estúdio todo o necessário para ser rápido e independente, porque na nossa área as coisas acontecem de repente, se não estivermos preparados tudo vira um sofrimento, ainda mais com os prazos sempre apertados”, analisa. No caso das fotos externas, ressalta a importância de uma equipe de produção competente, que saiba lidar com os imprevistos e dificuldades.  “As surpresas aparecem, senão também não teria graça”, brinca.

Seu estúdio foi montado num galpão adaptado para esse tipo de foto. “Gosto de trabalhar com muito espaço, é uma característica minha, sempre tive estúdio grande. São 24 metros de recuo, 18 de largura e sete de altura. O pessoal diz que eu exagero, mas outro dia, fotografando um utilitário, quase faltou recuo, ficou no limite”. Um bom aparato de luz também é fundamental: “Uso fresnéis de luz de tungstênio”, conta Cacalo, que também tem uma estrutura menor, no andar de baixo do seu estúdio, com ar condicionado, para fotos de alimentos e produtos menores.

Os veículos arredondados e pretos, segundo Cacalo, são os mais complicados de fotografar. “Mas, de tanto testar, acabei gostando”, comenta. Outra dificuldade comum é com vermelhos. “Há uma dificuldade na captação digital que não acontecia na época dos filmes, devido a alguma deficiência dos sensores com a cor”, acredita. O uso do Photoshop, para ele, é fundamental, mas com limites. “Procuro obter já no clique o melhor resultado, para só depois ir para a pós-produção”, assegura. Ele diz que há efeitos que não se consegue no computador, como foco e desfoque. “O software complementa o trabalho, não o cria. É uma ferramenta, quem faz a imagem é o fotógrafo, com seu conhecimento e seu olhar”, prega.

Exemplos de outros trabalhos de Cacalo, que atua em outras áreas da publicidade, como a foto de produtos.

Para o fotógrafo, quem pretende ingressar no mundo da fotografia publicitária deve estar bem informado sobre ele. “Há problemas e dificuldades como em todas as áreas, mas é bom saber quais são. Para isso, vale estagiar no estúdio de um profissional renomado, convivendo com as situações características da área, para saber testar se as dificuldades não vão tirar o prazer do trabalho. Porque, se isso acontecer, tem que cair fora. Não há nada pior do que trabalhar contrariado, de saco cheio. O resultado vai ficar comprometido, o fotógrafo acaba adoecendo”, alerta. “Se você não gosta de tecnologia também vai ser difícil, porque hoje em dia está tudo totalmente atrelado a softwares, hardwares, câmeras, objetivas… Todos os dias surgem novidades, quando a gente gosta a coisa flui; quando não gosta, lá vem o sofrimento”.

 Fontehttp://bit.ly/ZHAJgF

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