UMA BOA CONVERSA, EM QUALQUER LÍNGUA!

em Artigos e Entrevistas, Dicas & Tutoriais.

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Como agir quando as pessoas não falam a mesma língua que o fotógrafo? Na foto: André François, fotografo documentarista e ex-aluno da Focus

O repórter fotográfico Fábio
Elias já se esforçou para aprender algumas palavras de dialetos africanos e
tornar mais fácil a comunicação, mas acredite que a fotografia é universal e
pode ser entendida mesmo que nenhuma das duas partes fale o mesmo idioma.

Em casos assim, ele geralmente
tenta quebrar o gelo mostrando fotos da família, do lugar onde vive de coisas
que são importantes para ele como forma de demonstrar que é inofensivo.

André François, prefere ser mais
precavido: sempre viaja com uma assistente que fala bem inglês e contrata um
tradutor no lugar em que está. Já chegou a ter três tradutores em um a viagem
que fez perto da fronteira entre a China e a Mongólia.

Ele conta que falava para a
assistente, que traduzia para o inglês, que era traduzido para o chinês por um
guia depois traduzido para o dialeto local por outro, guia. Era mais demorado,
mas pelo menos evita desentendimentos.

Foi por meio de conversa e de
compreensão que François conseguiu registrar a tribo Yanomami, na Amazônia. Ele
demorou quase dois anos para estabelecer vínculo de confiança com a tribo. E,
mesmo assim, passou trinta dias vivendo com eles e somente nos últimos cinco
dias pôde fotografar tudo o que queria.

O fotógrafo diz que é importante
tentar entender por que há resistência. Pode se, por exemplo, que a pessoa não
entenda muito bem o conceito de câmera, como ocorre em lugares isolados da
civilização. Nesses casos, ele entrega a câmera na mão dela, deixe-a brincar
com aparelho. O importante é ser honesto sobre as usas intenções, ensina ele.

A recomendação de Fábio Elias é
nuca deixar de agradecer ao fotografado. Ele sempre diz obrigado depois de
fazer a foto. Lembrar isso porque já viu fotógrafos fazerem um retrato e
simplesmente darem as costas e sumirem. Também não é educado mentir: se
prometeu que vai entregar ou enviar a foto depois, isso deve ser feito. A
palavra deve ser cumprida.

Evandro Teixeira diz que, com o
tempo e a experiência, cada fotógrafo vai encontrando a sua forma de usar “o
poder do convencimento”, mesmo os mais tímidos. O importante é não tentar
enganar o retratado nem dar uma de malandro.

Ele diz que sempre olha nos olhos
da pessoa para desarmar o espírito e sorri. Um sorriso franco ajuda muito,
ensina.

Aproveite para rever mais dicas como
melhorar suas fotos nas suas apostilas, bibliografias e vídeos das aulas de
fotografia dos cursos profissionalizante da Escola Focus.

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Sobre o autor

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