Voltar a Fukushima, como se nada tivesse acontecido

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Desastre nuclear em Fukushima

Sibila Lind Quatro anos após o desastre nuclear no Japão, causado por um sismo e um tsunami, os antigos habitantes de Fukushima voltaram à zona proibida para continuar a sua rotina.

Lojas, restaurantes e escritórios reabrem para uma última visita de quem já lá passou e não pode ficar. Nunca mais. No dia 11 de março de 2011, um sismo de magnitude 9,0 na escala de Richter atingiu o nordeste do Japão, provocando um tsunami e a segunda maior crise nuclear desde Chernobil, na Ucrânia, em 1986.

Em dezembro do mesmo ano, os fotógrafos Carlos Ayesta e Guillaume Bression, de nacionalidade venezuelana e francesa respectivamente, começaram o projeto fotográfico “No go zone”, um conjunto de cinco séries sobre Fukushima. “Após 6 meses  fotografando notícias para as media francesas, pensámos que já era tempo de experimentar alguma coisa diferente.

Desde o início que queríamos fazer algo entre o documentário e a fotografia encenada”, conta Guillaume, em resposta por e-mail ao PÚBLICO. O fotógrafo, que vive no Japão há cinco anos, acompanhou o desastre de Fukushima desde o início.

Quando começou a percorrer os espaços de acesso proibido, juntamente com Carlos, não havia eletricidade. Com a iluminação das lanternas, foram capazes de perceber o ângulo da fotografia e decidir quais os edifícios ou características que iriam destacar. “Mas as luzes artificiais não dão vida aos espaços, antes realçam a sua destruição”.

Um dos objetivos dos fotógrafos era recordar que Fukushima não foi apenas alvo de um desastre nuclear, mas também de um tsunami e de um sismo.

O projeto foi assim dividido em cinco séries, como resposta a cinco perguntas: “Clair-obscur”, o que é feito daquele espaço onde 80 mil pessoas foram deslocadas de um dia para o outro?; “Bad dreams”, como é que se vive com uma ameaça invisível e tão pouco documentada como a radioatividade?; “Nature”, como é que a natureza deixa a sua marca em cada edifício, em cada coisa, ao longo do tempo?; “Packshots”, como é que os objetos abandonados se tornam relíquias de uma Pompeia moderna?; e, por fim, “Retrace our steps”, o que é que os antigos habitantes pensam da ideia de voltar à sua cidade fantasma?

A última série foi uma das mais desafiantes. Apesar de os fotógrafos terem uma vasta rede de contatos local, encontrar a pessoa certa e disposta a voltar a Fukushima tornou-se uma tarefa complicada. Muitas vezes, optaram por escolher o espaço primeiro e depois contatar as pessoas que lá viveram.

Foram necessárias muitas autorizações e meses de preparação até começarem a fazer os retratos em espaços particulares, como antigos escritórios, ou públicos, como lojas, restaurantes e supermercados. “Todas as personagens têm uma história pessoal relacionada com o acidente, porque todas elas são de Fukushima”, conta Guillaume.

À frente da câmera, era-lhes pedido que agissem da forma mais natural possível, como se nada tivesse acontecido. Uma mulher lê uma revista numa banca enquanto outra vê roupa numa loja. Um homem atende o telefone no escritório enquanto uma cabeleireira recebe o cliente habitual.

As rotinas de trabalho mantêm-se, assim como o dia-a-dia fora dele. “A ideia por detrás das fotografias era de conjugar o banal com o invulgar”, diz o fotógrafo. “Há quase cinco anos que aquela zona estava fechada e com o passar do tempo, torna-se cada vez mais difícil as pessoas lá voltarem”.  Apesar de agirem normalmente diante da câmara, Guillaume conta que algumas pessoas fotografadas nunca lá tinham voltado e as imagens que tinham de Fukushima eram aquelas que passavam na televisão.

Ao trazer os antigos habitantes para os espaços que costumavam ocupar, as reações foram várias, desde tristeza, rancor, aceitação e até, agradecimento. “Quando levámos uma menina e a sua família para a área proibida, a mãe começou a chorar. Alguns dias depois, ela escreveu-nos uma carta em japonês agradecendo”.

Há quase cinco anos, a estação nuclear Daiichi em Fukushima, que abriga seis reatores nucleares, foi palco de explosões em três reatores e um incêndio num tanque de combustível irradiado num quarto reator. Morreram 15 891 pessoas e 2584 foram dadas como desaparecidas, mas nenhuma das mortes está diretamente relacionada com o desastre nuclear.

Ao todo, cerca de 160 mil pessoas foram levadas para longe da central, e a maioria ainda não regressou devido aos elevados índices de radiação.

Fonte: http://bit.ly/1RcjSey   

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