WEEGEE – PARTE 2

em História da Fotografia, Mestres da Fotografia.

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“Dedões”, Cinema Palace, Nova York, 1940

O Weegee que será sempre lembrado é o anterior a 1945, dormindo vestido, com o rádio da policia à cabeceira, pronto a erguer-se a uma notícia de um assassinato entre bandidos e gangues ou um incêndio na vizinhança.

O Weegee com a barba por fazer, blasfemo e fumador de charutos, cujo escritório e depósito era o porta-malas do seu carro, incluindo uma máquina para escrever rapidamente a história das fotos e lâmpadas avulsas para seu flash.

A história da fotografia tem um lugar de destaque para o Weegee, amigo de polícias e de gangsters, que tinha compaixão pelos perdedores, excêntricos, vagabundos dos Bowery de Nova York, náufragos da sociedade e gente comum em situações incomuns.

O seu bem mais importante era o rádio da polícia que tinha o privilégio estar sempre ligado no seu carro. A sua habilidade para chegar ao local do acontecimento antes dos serviços de emergência explica o nome que adotou. Weegee deveria de out board. Designação inglesa da origem da previsão.

Weegee interessava-se pelo tema, não pelo estilo, embora as suas imagens sejam tão diretas, tão francas que são inconfundíveis; e o seu tema favorito eram as pessoas, captadas sem se aperceberem disso.

Weegee não tinha segredos. Em The Naked City descreveu quais eram o seu equipamento e técnica. A única foto câmera que uso, escreveu, é uma Speed Graphic de 10 X 12,5 cm, com uma objetiva Kodak Ektar e obturador Supermatic, tudo fabricado nos Estados Unidos.

O filme era Super Pancro Press Tipo B. E continua a explicar em detalhes os diafragmas que empregava para as diversas distâncias, e que usa sempre as lâmpadas de flash simples, quer de dia quer de noite.

Weegee nunca gastaria uma quantidade enorme de filme quando bastaria uma exposição oportuna; o seu sistema de trabalhar com foco fixo implicava estar sempre preparado para fazer a fotografia a tempo.

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