Imagens de Sergio Jorge são expostas em mostra

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Foto de Sérgio Jorge. O menino Fernando tenta desesperadamente salvar o seu cão apreendido por um funcionário de uma carrocinha. Rio de Janeiro, 1960.

Por Simonetta Persichetti, especial para AED
Davi versus Golias. É esta imagem que nos vem à mente quando observamos a foto de uma criança tentando salvar seu cachorro de ser levado pela carrocinha. O ano é 1960. A foto publicada nas páginas da revista Manchete venceu o Prêmio Esso de Fotografia. Seu autor, foi o fotógrafo Sergio Jorge.  Nascido em Amparo (1937), ele iniciou a carreira de fotojornalista em 1956, no jornal O Dia, passando em seguida para o jornal A Gazeta Esportiva para depois trabalhar durante dez anos, de 1960 a 1971, na Manchete: “Na verdade, quando publiquei esta foto ainda era colaborador da revista. Graças a ela, fui contratado em seguida”, comenta ainda. A foto surgiu de uma ideia de Jorge durante uma reunião de pauta: “Queriam falar da raiva canina, mostrar crianças tomando vacina, mas me lembrei de quando era criança, em Amparo, e do medo de a carrocinha pegar meu cachorro. Eu mesmo tive um cachorro pego, mas ainda bem que meu pai conseguiu salvá-lo”.  Pauta aceita, acompanhou uma equipe da carrocinha pelas ruas de São Paulo e foi assim que conseguiu o flagrante emocionante de um menino que trava uma luta desesperada contra o ‘homem da carrocinha’ para salvar seu cachorro. Foi uma época importante do fotojornalismo brasileiro. Um tempo que na vida de Sergio Jorge ficou para trás, quando optou por trabalhar com publicidade, nos anos 1970. Mesmo assim, sua contribuição marcou o fotojornalismo nacional. Pela primeira vez, o conjunto de seu trabalho poderá ser visto na exposição Sergio Jorge – Múltipla Trajetória, com curadoria de Rubens Fernandes Junior. A mostra acompanha uma parte dos 56 anos de profissão deste eclético fotógrafo e ocupa sete salas da Casa da Imagem.  Sergio Jorge foi testemunha e registrou alguns dos mais importante momentos da história brasileira, como a construção e inauguração de Brasília. Entre os ensaios que o tornaram célebre, encontramos o milésimo gol de Pelé, o desenvolvimento, ou surgimento da moda brasileira, ao fotografar os estilistas Denner e Clodovil e seus desfiles, além da vida de vários políticos como Juscelino Kubitschek e esportistas como Eder Jofre. Foi o primeiro profissional do País a ir ao Polo Sul, registrou a cidade de São Paulo em várias facetas e também viu a construção da Transamazônica. Durante anos, juntou e catalogou milhares de imagens que revelam uma importante época do Brasil: “Hoje, meu arquivo conta com mais de 60 mil fotos e sou eu mesmo que tomo conta de tudo”, relata em entrevista por telefone. Uma condição de vários fotógrafos brasileiros que lutam para preservar a memória de seus arquivos, a memória do País. Como afirma o curador da mostra Rubens Fernandes Junior: “A exposição busca discutir a trajetória profissional de Sergio Jorge, evidenciando alguns aspectos da cultura nacional e valorizando a fotografia como documento imprescindível para o entendimento da identidade da nação”. Desencanto No início dos anos 1970, diante da situação política do Brasil, Sergio Jorge se desencanta com o fotojornalismo e resolve se voltar para a área de publicidade. De 1971 a 1974, ajudou a criar o estúdio Abril de Fotografia, celeiro da maioria dos fotógrafos de publicidade que estão em destaque na atualidade.Em 1975, abriu seu estúdio no qual está até hoje. Sua exposição é prova do ecletismo da fotografia brasileira, de sua importância documental na narrativa da nossa história. Mas não é só isso. Incansável defensor da memória brasileira, há anos luta para saber que fim levaram as fotos que compunham o arquivo da Editora Bloch, um dos mais importantes conglomerados da imprensa brasileira. Muitas lendas e versões circulam ao redor do destino dessas imagens que contam parte fundamental de nossa história. Onde essas imagens foram parar ainda é uma incógnita: “Tenho falado com a associação de fotógrafos do Rio e de São Paulo para tentarmos juntos encontrar esse arquivo. Muitas vozes, mas nenhuma certeza”. Perde o País, perde a fotografia. Propor exposições de fotógrafos que fizeram parte desse momento talvez seja uma iniciativa fundamental para a reconstrução da história imagética de nosso país.

Fonte: http://goo.gl/u0gkv9

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